A DURADOURA E LIVRE SABOTAGEM A VACINAS NÃO VEIO (SÓ) DO NEGACIONISMO

Por Janio de Freitas

É bandidagem muito lucrativa, para a qual o autoritarismo e a intimidação servem, além do que lhes é próprio, de instrumento múltiplo

Por trás dos milhões de mortes, o desespero brasileiro pelas vacinas sabotadas. Por trás das duas imposições trágicas, uma fortíssima ação quadrilheira a causá-las e explorá-las. Jair Bolsonaro está em fuga, como o Lázaro nas matas de Goiás. Com a diferença de que centenas de policiais caçam um serial killer, e o outro tem a Polícia Federal sob controle e a favor também dos comparsas.

Aconteciam coisas nos três dias anteriores ao vazamento do tumor lancetado pelos irmãos Miranda. Atitudes disfarçadas, fora de sintonia com as circunstâncias e, no entanto, sugestivas de serem assim por intenção. Nenhuma resposta do vice Hamilton Mourão a Roberto D’Ávila, por exemplo, dispensou uma mensagem inexplícita, mas inequívoca. O homem calmo, “de direita em economia”, mas “não na vida em geral”, ao lado de Bolsonaro por lealdade. E “se o substituir” —o restante nem importa.

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ALEXANDRE GARCIA, LEDA NAGLE E QUEIROGA APAGARAM PROVAS DE SUAS MENTIRAS E DO NEGACIONISMO

Um levantamento mostra que o comentarista da CNN Brasil apagou mais de 500 vídeos
e deu explicações evasivas sobre o motivo. Será um efeito da CPI da Covid?

Por João Filho / The Intercept

O JORNALISTA ALEXANDRE GARCIA ficou contrariado quando seu colega da CNN Rafael Colombo fez uma pergunta simples, mas que lhe soou como uma provocação. O assunto era a ameaça de decreto feita pelo presidente na última quinta contra as medidas de lockdown adotadas por governadores e prefeitos. Alinhado ao bolsonarismo até o osso, Garcia disse que o presidente estava apenas garantindo o cumprimento do artigo 5º da Constituição, que garante o direito de ir e vir dos brasileiros.

Colombo observou então que esse mesmo artigo da Constituição garante também o direito à vida e devolveu a palavra para Garcia. O jornalista se calou, ficou em silêncio por 13 segundos, aparentemente em forma de protesto. Ao final da pausa dramática, emendou “eu não estou sendo entrevistado” e “não sei se volto amanhã”.

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GOVERNOS QUE ASSASSINAM POR AÇÃO E OMISSÃO, SOB A APROVAÇÃO DE HIPÓCRITAS

Imagens: Reprodução

A direita quer se matar

Por Marcos Coimbra

Por culpa de nossa elite econômica, política e administrativa, temos o pior presidente da história e um dos piores chefes de governo do mundo. Ela é  responsável pela tragédia que vivemos e cúmplice de Bolsonaro.   

Falta ainda um ano e meio de seu desgoverno. Tempo demais. Cada dia que passa é um custo pesado, mensurável em vidas perdidas e vidas comprometidas pela pobreza, a fome e as consequências da doença nos sobreviventes.    

Essa elite olha a devastação e não vê. Como disse, outro dia, um dos próceres do Centrão, talvez comovido pelo dinheiro que Bolsonaro destina à compra de seu apoio: “É o político mais bem intencionado que conheci desde que entrei na politica”. Ou lamentamos o azar do cidadão, que o destino não permitiu que conhecesse uma única pessoa de bem, ou constatamos que lhe falta um pingo de vergonha na cara.   

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DESINFORMAÇÃO E IGNORÂNCIA

Esses são os resultados de Pesquisa do Instituto da Democracia e da Democratização da Comunicação aplicada entre os dias 20 e 27 de abril (2021 entrevistas, margem de erro 2,2%), denominada “A Cara da Democracia”. A pesquisa chegou aos seguintes dados: 22,2% dos brasileiros acreditam que a terra é plana; 50,7% acreditam que o coronavírus foi criado pelo governo chinês; 56,4% acreditam que os hospitais são pagos para aumentar o número de pacientes mortos pela Covid-19. Os dados expressam um retrato de desinformação, ou da formação distorcida da opinião pública, que afeta decisivamente o debate público e a democracia no Brasil. Ou seja, quando os brasileiros se posicionam sobre questão discutidas, formado muito provavelmente nas redes sociais, em especial no Instagram, no WhatsApp e no Youtube, que aparecem com destaque como meios de informação, logo depois do Facebook. (matéria completa no link abaixo)

Fonte Revista Forum

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ACABOU A PACIÊNCIA

Não há mais sentido em discutir com bolsonaristas. A seita partiu para um universo paralelo onde 2 + 2 não é 4, mas qualquer número que seja oportuno para a narrativa deles, escreve Philip Lichterbeck.

Por Philip Lichterbeck/DW

No início, quando o bolsonarismo ainda era jovem, eu achava difícil ter paciência. Para mim, parecia absurdo, uma insanidade, que houvesse realmente brasileiros que quisessem tornar seu presidente um homem com tal biografia – sem méritos políticos, mas com muito barulho, que expressava publicamente fantasias violentas e tinha uma estranha propensão a falar constantemente de homossexuais.

Depois de quase 58 milhões de brasileiros terem discordado de mim, mudei minha postura. Eu queria entender o que havia acontecido. E comecei a ouvir bolsonaristas, acompanhando seus grupos e conversando com eles, sem sair imediatamente de mim quando eles apresentavam suas opiniões radicais e teorias grosseiras.

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