LIÇÕES SOBRE A FOME

“No Brasil aprendi que o combate à fome não é somente uma questão de dinheiro, mas de vontade política”

É difícil acreditar que o Brasil, que se destacou internacionalmente pelo Fome Zero e é um dos maiores produtores de alimentos no mundo, seja agora um dos menores doadores na luta global contra a fome.

Caros brasileiros,

quando o Programa Alimentar Mundial da ONU foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz na semana passada, fiquei realmente contente. E, imediatamente, pensei no Brasil.

Pensei num Brasil que, junto com outros 12 países, foi premiado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura (FAO) em dezembro de 2014 pelo seu êxito do combate à fome. Num Brasil que conseguiu sair do vergonhoso Mapa da Fome da ONU.

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BOLSONARO MENTIU E A FOLHA AMARELOU

Carvall

Jornal não pode se dispensar da tarefa de dar o peso e o nome devidos aos fatos

Por Flavia Lima / Ombudsman da Folha

Quem decidiu checar a capa da Folha impressa de quarta (23) para ter uma noção de como foi o discurso de Jair Bolsonaro na Assembleia Geral das Nações Unidas ficou sem entender o que aconteceu.

Em uma fala na qual o presidente disse que não faltaram, nos hospitais, os meios para atender aos pacientes de Covid, que houve uma alta do investimento estrangeiro no Brasil no primeiro semestre e que mantém uma política de tolerância zero com o crime ambiental, entre outros dados falsos, a Folha estampou em manchete o título ” Bolsonaro se defende na ONU sobre pandemia e queimadas”.

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“DOS 12 PAÍSES QUE MELHOR ENFRENTAM A PANDEMIA, NOVE SÃO DIRIGIDOS POR MULHERES”

Ex-presidenta do Chile e atual alta comissária da ONU para os Direitos Humanos conversou com o diretor do EL PAÍS, Javier Moreno, em evento virtual

Por Federico Ribas Molina

As mulheres estão na linha de frente da covid-19, o confinamento as expõe à violência familiar e elas sofrem mais a crise econômica que os homens. Ainda assim, “dos 12 países que melhor enfrentaram a pandemia, nove são dirigidos por mulheres”, destacou a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, que foi duas vezes presidenta do Chile. Ela dialogou por videoconferência com Javier Moreno, diretor do EL PAÍS, no último dia do Hay Festival de Querétaro (México), que em 2020 aconteceu de forma virtual. Ela se referiu à situação de violência na Colômbia, destacou a libertação de 110 presos políticos e perseguidos na Venezuela e chamou a atenção para a necessidade de reconhecer que a violência de gênero é um problema no México.

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PANDEMIA FARÁ POBREZA EXTREMA DOBRAR NO BRASIL E AMEAÇA A DEMOCRACIA, diz ONU

Imagem: Observatório terceiro setor

Por Jamil Chade

A pobreza extrema no Brasil deverá dobrar em 2020 como resultado da pandemia e ameaçar a democracia. O alerta faz parte de um novo informe produzido pela ONU e que revela que o tombo no PIB (Produto Interno Bruto) latino-americano será de 9,1%, o maior em um século.

De acordo com a avaliação da entidade publicada nesta quinta-feira, o Brasil deve terminar 2020 com 9,5% na condição de pobreza extrema. Essa taxa era de 5% em 2019. A extrema pobreza é considerada quando um indivíduo ganha menos de US$ 67 (R$ 353) por mês.

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“O QUE MAIS PREOCUPA É O SILÊNCIO DOS BONS” (Martin Luther King)

FOTO: ROVENA ROSA

Por Elisiane Santos

O genocídio de crianças, adolescentes e jovens negros não admite silêncio

Segundo a Convenção da ONU para prevenção e repressão aos crimes de genocídio (1948), ratificada pelo Estado brasileiro e vigente no país desde 1952, entende-se como tal atos cometidos com a intenção de destruir no todo ou em parte um grupo nacional étnico, racial, ou religioso, a exemplo de assassinatos ou dano grave à integridade física ou mental de membros do grupo (artigo II). A Convenção estabelece que serão punidos, além do genocídio, o conluio para tais práticas, a incitação direta e pública, a tentativa e cumplicidade (artigo III). E diz que serão punidas as pessoas que cometerem tais práticas, sejam governantes, funcionários ou particulares (artigo IV). Além disso, os Estados reconhecem o genocídio como um crime internacional contra a humanidade.

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