PASSA BOI…PASSA BOIADA

Imagem de autoria de Bira Dantas

“Efeito Bolsonaro”: sem governo nem oposição, o Brasil entra no ponto morto.

Por Ricardo Kotscho

Até outro dia, os Três Poderes estavam em conflito aberto, a caminho de uma grave crise institucional. Devotos do governo pediam o fechamento do Congresso e do STF em frente ao “Forte Apache”, o QG do Exército em Brasília, em manifestação que contou com o apoio do presidente discursando na caçamba de uma camionete.

Como que por encanto, inimigos viraram amigos de infância de um dia para outro, num grande acordão, em repetidas confraternizações e declarações de amor.

O país entrou em ponto morto, com o poder entregue ao Centrão, agora dando as cartas no Congresso, e o STF trocando Celso de Mello pelo Kassio com “k”, que vai ser aprovado pelo Senado a toque de caixa, para garantir a maioria da bancada do governo, exatamente como Trump está fazendo nos Estados Unidos.

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ANO PASSADO EU MORRI, MAS ESSE ANO EU NÃO MORRO

A poesia de Belchior ao dizer que “Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro”, é perfeita para descrever o cenário do primeiro ano de governo e a esperança destes próximos que seguem.

Por Marcelo Paulo Wacheleski* / Justificando

No primeiro ano do mandato de Jair Bolsonaro, as ações de gestão concretizaram as promessas de campanha, ou seja, implantação de um agenda neoliberal, altamente restritiva de direitos sociais e com forte pressão nas liberdades individuais. Não se pode caracterizar o  atual governo como de direita, pois suas ações estão em constante conflito com os primados mais básicos da liberdade individual e coletiva, o que é um paradoxo para os teóricos de direita que fundam suas premissas justamente no máximo da liberdade individual.

No ano passado, a oposição liderada pela esquerda morreu e passou paralisada pelas surpresas diárias de ações de retrocesso que jamais se imaginavam após a Constituição Federal de 1988, mas que foram implementadas pelo novo governo com apoio da maioria do parlamento e da própria sociedade.

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