GASTOS DO GOVERNO: SÓ EM LEITE CONDENSADO, R$ 15.641.777,49

Imagem; Reprodução

Por Marcos Nogueira

Bolsonaro compra R$ 1 milhão em alfafa para refeições do governo

Está causando o maior sururu a lista de gastos com alimentação do Poder Executivo federal, comandado pelo presidente Jair Bolsonaro. O relatório das despesas de 2020, que é público, totaliza mais de R$ 1,8 bilhão. Mostra um aumento de 20% em relação ao ano anterior –o que condiz com a elevação dos preços da comida.

Alguns dados, porém, não deixam de ser intrigantes. Nas redes sociais, fez-se muito barulho a respeito dos R$ 15.641.777,49 pagos em leite condensado –sabidamente, algo que Bolsonaro aprecia comer no café da manhã com pão.

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REFLEXÕES SOBRE AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS

Por Ilimar Franco

1. As eleições municipais não têm nenhuma relação com as eleições presidenciais.

2. O resultado das eleições municipais, qualquer que seja ele, não permitirá concluir que chegou ao fim a polarização PT/esquerda x Bolsonaro.

3. O MDB elegeu o maior número de prefeitos e vereadores desde o final da década de 80, mas teve candidatos próprios ao Planalto fragorosamente derrotados em 1989 (Ulysses fez menos de 5% dos votos), 1994 (Quércia fez menos de 2%) e 2018 (Meirelles fez menos de 2%). Nas eleições presidenciais de 1998, 2002, 2006, 2010 e 2014 não teve candidato.

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QUAL O DESAFIO DE ADMINISTRAR MUNICÍPIOS MUITO PEQUENOS

Baixa arrecadação e dependência da União são os principais entraves. Cidades correm o risco de sumir do mapa caso PEC do Pacto Federativo avance no Congresso Nacional

Por Guilherme Henrique / Nexo Jornal

Para candidatos a prefeito e vereador em cidades muito pequenas do Brasil, vencer as eleições de 15 de novembro de 2020 impõe um grande desafio. Em boa parte dos 1.253 municípios com menos de 5.000 habitantes que existem no Brasil, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o dinheiro público disponível mal dá para pagar as despesas da própria estrutura administrativa.

Os municípios muito pequenos estão concentrados nos estados de Minas Gerais e Rio Grande do Sul, cada um com 231 cidades com essa características. São Paulo aparece em seguida, com 143. Depois vêm Santa Catarina (106) e Paraná (102). A quantidade de municípios com menos de 5.000 habitantes equivale a 22,5% do total de 5.570 municípios do país. Juntos eles somam 4,21 milhões de habitantes.

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A DIFERENÇA ENTRE OS GASTOS DO GOVERNO COM BANQUEIROS E COM APOSENTADOS

Postado por Blog do valentinNenhuma descrição de foto disponível.                                           (imagem facebook – maria fatorelli)

No ano passado, 2018, os brasileiros pagaram para alguns banqueiros 40,6% de todos os impostos arregados durante o ano, ou seja, R$ 1 trilhão. Já para todos os aposentados do Brasil, 24,4% dos impostos, pouco mais da metade do que foi pago com juros.

Segundo Maria Lúcia Fatorelli, auditora fiscal aposentada e fundadora do movimento “Auditoria Cidadã da Dívida”, o problema fiscal do Brasil das contas públicas não está na Previdência, nem nos investimentos e gastos sociais. “Mas sim na política monetária suicida praticada pelo Banco Central que beneficia principalmente bancos nacionais e estrangeiros”, anotou.

Veja no gráfico a quantidade de recursos do Brasil que são empenhados em pagamento de dívidas sem uma auditoria para verificar a regularidade desses pagamentos. Fatorelli acredita que pode haver muitos pagamentos irregulares ou mesmo corrupção. Esses pagamentos não são fiscalizados de forma efetiva por uma auditoria transparente.

Da Carta Campinas

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O GANHA-GANHA DA SACANAGEM

Por João Brand / Midianinja

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Doze pontos sobre a questão da corrupção e a promiscuidade entre o poder político e o poder econômico no Brasil.

O crescimento do debate sobre corrupção no Brasil, depois do episódio do mensalão, mas especialmente depois do início da operação lava-jato, em 2014, se deu em meio a um acirrado contexto político. Em vez de ajudar a promover o debate, isso bagunçou o coreto e fez com que a discussão ficasse na dimensão superficial de um tema complexo.

As delações da Odebrecht e da JBS ajudaram a mostrar a largura e a profundidade do problema. O entrelaçamento do poder político e do poder econômico é orgânico e atávico, o que não significa que ele seja totalmente inevitável. Se parece impossível separá-los por decreto, seria absoluto conformismo achar que não dá para fazer nada para melhorar a atual situação de promiscuidade total.

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