NA FILA DA CAIXA NINGUÉM LÊ A REVISTA “PIAUÍ”

Bailarinas de Paraisópolis voltam às aulas após a paralisação pela covid-19, em 6 de agosto.FERNANDO BIZERRA / EFE

A alta na avaliação de Bolsonaro assusta os que defendem a democracia, mas faz o alerta sobre o flanco aberto quando não se tem firmeza e coragem para defender a população e a liberdade

Por Carla Jiménez / El País

Como um presidente que ofende mulheres, negros, tem arroubos golpistas e trata com desdém a morte de mais de 107.000 pessoas por covid-19 pode gozar e elevar seu prestígio perante a população? Essa é a pergunta que rodou o Brasil refratário ao presidente Jair Bolsonaro depois do resultado da pesquisa Datafolha desta sexta. O instituto mostra uma queda na rejeição ao Governo de Bolsonaro em plena pandemia. De 44% em junho para 34% este mês. Nesse período, o presidente intensificou a defesa da hidroxicloroquina, soltou frases ora corrosivas ora desprezíveis sobre as mortes por coronavírus, e seu aliado Fabrício Queiroz foi preso, depois de ser encontrado escondido em imóvel do então advogado da família Bolsonaro. Nem mesmo as investigações que avançam contra seu filho Flávio afetaram a imagem do presidente.

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A CIÊNCIA ECONÔMICA E SEUS ABISMOS FRENTE AOS PROBLEMAS CONTEMPORÂNEOS

Por Isaac Enríquez Pérez*/ IHU

As ciências econômicas não são apenas um discurso acadêmico, dotado de uma linguagem sofisticada e especializada, e adornado pela modelagem matemática. São também um conjunto de referências teóricas/éticas/ideológicas e um conjunto de prescrições sobre a realidade social, que incidem – direta ou indiretamente, em maior ou menor medida – na construção do poder e na tomada de decisões públicas.

Dessas referências, derivam diretrizes normativas que modelam cursos de ação, comportamentos e processos ou estratégias de intervenção na realidade e em seus problemas. Portanto, em princípio, não são ciências neutras ou objetivas como as ciências físicas se orgulham de ser, mas são disciplinas interessadas, pois estão repletas de traços éticos e ideológicos. Apesar da arrogância dos economistas.

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O QUE O URUGUAI TEM QUE NÓS NÃO TEMOS

O encontro entre o ex presidente Tabaré Vázques e o atual presidente Lacalle Pou – Imagem de 26/05/2020

Por Moises Mendes

Vale a pena rever essa cena, enquanto o Brasil constata, diante de mais de cem mil mortos, que Bolsonaro seguirá adiante com seus crimes, sem que ninguém consiga detê-lo.

É uma foto de 26 de maio. Luis Alberto Lacalle Pou deixa a residência de Tabaré Vázquez com um caderninho na mão.

O atual presidente, de direita, vai ao encontro do ex-presidente, de esquerda, para ouvi-lo sobre como combater a pandemia.

Sem seguranças, sem assessores para tomar nota, sem medo de ser atacado pelos dois lados.

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NOVA ZELÂNDIA COMPLETA 100 DIAS SEM TRANSMISSÃO LOCAL DE CORONAVÍRUS

Premiê Jacinda Ardern declarou no início de junho que país estava livre do vírus. Mas governo continua a impor rígido controle na fronteira

Governo da premiê Jacinda Ardern, no entanto, afirma que não pretende baixar a guarda. País segue com fronteiras sob rígido controle, impondo quarentena para quem chega do exterior.

(Deutsche Welle)A Nova Zelândia completou neste domingo (09/08) 100 dias sem registrar contágios domésticos por coronavírus. No entanto, as autoridades do país continuam a advertir que baixar a guarda está fora de questão.

No momento, o país vem acompanhando 23 casos de pessoas com covid-19. Todos esses casos envolvem pessoas que vieram do exterior e foram diagnosticadas ao chegar ao país. Elas seguem em quarentena.

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EDITORIAIS NÃO CURAM A CUMPLICIDADE

Por Fernando Brito

O Globo, a Folha e o Estadão publicam editoriais a propósito dos 100 mil mortos do coronavírus.

É um número terrível, mas dele não podemos deixar de reconhecer que estávamos avisados de que aconteceria..

Como também o país estava avisado do que poderia ser este governo que assiste, inerme e indiferente a este massacra, menosprezando a vida dos que se foram e a dor dos que ficaram.

Os três jornalões sabiam – embora desconhecessem a forma pela qual isso aconteceria – a que desastre o país estaria exposto com a impensável eleição de um alucinado, um fanático, um irresponsável que defendia a tortura, que dizia que ia exilar, metralhar e que prometia armas para todos os que pudessem comprá-las.

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