MULHERES CANDIDATAS DÃO SHOW NA BOLÍVIA

Créditos da foto: Associação de Mulheres Indígenas Originárias de Colcapirhua ”Bartolina Sisa”: luta pela construção de uma nova sociedade (LWS)

AGORA ELAS SERÃO MAIORIA NO SENADO

Publicado originalmente em Carta Maior

Dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da Bolívia confirmam que as mulheres alcançaram um recorde histórico no Senado, no domingo (18), aproximando-se à igualdade na Câmara dos Deputados.

A política de “paridade e alternância” implementada pelo Movimento Ao Socialismo – Instrumento Político pela Soberania dos Povos (MAS-IPSP) coloca o país andino no pódio da representação feminina no parlamento, com 20 das 36 cadeiras do Senado (56%) e 62 das 130 da Câmara Baixa (48%).

“Por trás destes números está a valorização das mulheres e dos povos indígenas, da pollera (saia camponesa) e da whipala (bandeira andina que expressa a alegria e o sonho), do combate à discriminação”, declarou Ruth Londram, da executiva da Associação de Mulheres Indígenas Originárias de Colcapirhua “Bartolina Sisa”.

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CIDADES QUE ELEGERAM BANCADAS DA BALA VIRAM HOMICÍDIOS DOBRAREM. Por Arthur Stábile

Da Ponte Jornalismo

Um estudo do Instituto de Pesquisa Avançada em Toulouse, na França, liga o aumento de homicídios com a eleição de policiais para ocuparem o cargo de vereador em municípios brasileiros. Lucas Novaes, cientista político brasileiro responsável pela pesquisa, detalha à Ponte como a falta de propostas concretas abre margem para personagens “lei e ordem” entrarem na política. Os resultados são inversos aos esperados.

Em “The Violence of Law and Order Politics: The Case of Law Enforcement Candidates in Brazil” [“A Violência da Política de Lei e Ordem: O Caso dos Candidatos das Forças de Segurança no Brasil”], o pesquisador analisou 6.193 candidaturas nas eleições municipais brasileiras entre 2000 e 2016.

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DITADURA DAS CORPORAÇÕES PÚBLICAS, NO XADREZ DE LUIS NASSIF

Postado por Valentin Ferreira

Movimento 1 – o golpe

No começo, a elite civil prepara o campo para a desestabilização do sistema elegendo a figura do inimigo, o PT. Há o primeiro teste no mensalão. Depois, entra-se no jogo decisivo, adiado pelo bom momento da economia.

Quando a situação econômica piora, Judiciário e Ministério Público definem a melhor estratégia para tornar a Lava Jato uma operação irreversível. Consiste em investir sobre a linha de menor resistência, mirar um alvo que garanta a montagem de alianças com as estruturas de poder.

São varridos para baixo do tapete os indícios contra próceres tucanos, mercado financeiro, mídia e Ministros de tribunais superiores. O foco se concentra em Lula, no PT, em alguns peemedebistas mais notórios e no arco de alianças desenhado pelo projeto PT de poder, que tinha nas empreiteiras os maiores parceiros.

Movimento 2 – a falta de elite e de projetos

Monta-se uma verdadeira legião estrangeira em favor do golpe. Participam dela tropas das corporações públicas, do Judiciário, bilionários que saem às ruas como cidadãos comuns, cidadãos comuns que saem às ruas como linchadores habituais, e linchadores que saem às ruas armados de suas prerrogativas de magistrados e procuradores amparados por … Continue Lendo