HOJE O BRASIL TEM 1º ATO CONTRA BOLSONARO APÓS SUPERPEDIDO DE IMPEACHMENT

Protesto na Paulista pelo impeachment de Bolsonaro

UOL Notícias

O Brasil terá hoje as primeiras manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) após o superpedido de impeachment protocolado na Câmara dos Deputados. Apoiados por sindicatos, partidos de esquerda, centro e até direita, os atos devem ocorrer em ao menos 290 cidades no Brasil e em outros sete países, de acordo com os organizadores.

Chamada “3JForaBolsonaro”, a megamanifestação nacional estava prevista para o fim do mês, mas foi antecipada após as acusações de crime de prevaricação no caso da compra da vacina Covaxin. Nesta semana, os eventos ganharam aderência de quadros de fora da esquerda, que havia prevalecido nos últimos protesto.

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“O CAOS CRIADO PELA EXTREMA DIREITA É CALCULADO”

O cientista político Giuliano da Empoli fala ao ‘Nexo’ sobre os ‘engenheiros do caos’, que usam as redes para impulsionar a nova onda populista

Do Nexo Jornal

O cientista político franco-italiano Giuliano Da Empoli pesquisa a relação entre as redes sociais e a ascensão ininterrupta da extrema direita populista no mundo.

Para ele, esse movimento – que no Brasil é liderado pelo presidente Jair Bolsonaro – é fruto de uma mistura entre intuição e cálculo. A intuição é parte da habilidade política desses novos líderes. O cálculo é parte do trabalho do que o autor chama de “engenheiros do caos” – nome dado por ele aos especialistas em transformar algoritmos em votos.

O tema foi exposto por Da Empoli em seu livro mais recente, cujo título é auto-explicativo: “Os engenheiros do caos: Como as fake news, as teorias da conspiração e os algoritmos estão sendo utilizados para disseminar ódio, medo e influenciar eleições”, disponível em português, no Brasil, pela editora Vestígio.

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ALIANÇA PELO BRASIL E O IDEÁRIO FASCISTA

Por Kennedy Alencar

Será que agora dá para a imprensar deixar de passar pano, parar de chamar absurdos de polêmicas e enxergar que o Aliança para o Brasil é um partido com ideário fascista, projeto nacionalista autoritário e pretensão de manipular os piores sentimentos morais e religiosos? 
38, o famoso número do trabuco, é simbólico do calibre do retrocesso em curso no Brasil e da ameaça real à nossa democracia. Até o símbolo foi feito com cápsulas de bala. Com vocação cesarista, é um partido familiar que reúne o pior do conservadorismo dito cristão no país. 
Em nome de uma suposta agenda liberal que estimula o empobrecimento do país, a precarização do trabalho e ignora necessidades sociais, setores da sociedade civil vão tolerar um caminho claro de atraso e barbárie? O caminho é esse mesmo? 
A paz dos cemitérios e a intensificação da exclusão social são as ofertas de Bolsonaro e companhia ao país. Parabéns aos que estão fechando os olhos e se omitindo em relação ao Partido da Família, da Bala e da Bíblia. Assim é com as democracias morrem. 

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“A CLASSE MÉDIA ACREDITA QUE O SISTEMA SEJA CONTRA ELA”, diz professor de Harvard na UnB, explicando Bolsonaro

Postado por Blog do Valentin

A receita para as oposições ganharem as próximas eleições e evitarem um risco à democracia no Brasil é a união.

Do DCM

A tese é defendida pelo cientista político alemão de origem polonesa e professor de Harvard, Yascha Mounk, que chegou nesta quarta, dia 24, ao país e fez uma palestra na Universidade de Brasília (UnB).

Não que as diferenças entre os partidos não sejam importantes. São, mas seus estudos apontam que governos populistas, que ameaçam o sistema democrático, normalmente são longos.

Mounk demonstrou essa situação de populismo longevo com a Hungria. “Não acredito mais nas eleições da Hungria, que desde 2010 está sob o domínio de populistas. A Polônia tem a última oportunidade nas eleições deste ano”.

O cientista político apontou o perigo do crescimento rápido do populismo no mundo. “Os governos dos países mais populosos como EUA, Indonésia e Brasil são populistas e ameaçam a democracia”, afirmou.

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ONDE BOLSONARO SERÁ TESTADO

Postado por Valentin FerreiraNovo presidente chegou ao poder prometendo estabelecer uma nova ordem política, econômica e social no país. Mas seu gabinete é um emaranhado de interesses muitas vezes contrários. Seu primeiro desafio será conciliá-los.

Do Deutsche Welle

Política sem ideologias e sem clãs partidários – é com essa promessa que Jair Messias Bolsonaro chega à Presidência do Brasil. O resultado é um governo dos mais variados matizes. Sete políticos “verdadeiros” estão no governo, além de sete militares e oito “tecnocratas”. Será difícil harmonizar as diversas visões de mundo.

A trincheira mais evidente existe entre os chamados “Chicago Boys” e os militares, que também incluem Bolsonaro e seu vice, Hamilton Mourão. Os economistas liberais que rodeiam o guru das Finanças e superministro Paulo Guedes querem podar o Estado para um mínimo, salvando-o assim de um colapso. Se o Brasil não voltar a encontrar rapidamente o caminho do crescimento, o governo corre o risco de fracassar. “É a economia, estúpido!”

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