OS FILHOS DE PORTEIROS QUE CHEGARAM À UNIVERSIDADE TÊM ORGULHO QUE O MINISTRO PAULO GUEDES IGNORA

Danilo, Ricardo, Heloisa, Gabriela, Luiz, Thais e Cristiane: todos filhos orgulhosos de porteiros que conseguiram cursar uma faculdade.

Jovens de baixa renda se beneficiaram de programas de inclusão recentes para estudar. O ministro da Economia, de elite abastada, também foi bolsista do CNPq. Seu comentário sobre o filho do seu porteiro feriu brasileiros que têm no Prouni a única janela para mudar seu destino

Por Gil Alessi e Regiani Oliveira /m El País Brasil

“Tu se acha melhor que todo mundo. Que tu é superior a todo mundo”, diz a personagem Val, uma empregada doméstica interpretada por Regina Casé no filme Que horas ela volta? (2015). Jéssica (Camila Vardilla), sua filha que resolve prestar vestibular, então responde: “Eu não me acho melhor não, Val. Só não me acho pior”. A personagem Jéssica se tornou símbolo de uma geração de jovens brasileiros de origem pobre que nos últimos anos correu atrás de um sonho: ingressar em um curso universitário. Políticas sociais na área da educação, elaboradas para reverter um quadro secular de exclusão e desigualdade, contribuíram para facilitar o acesso de filhos de pretos e pobres a espaços até então reservados para uma elite branca.

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ESSE POVO BRASILEIRO TEM MANIA DE LUTAR PELA VIDA

Imagem: Reprodução

Por Denise Assis / Jornalistas pela Democracia

Sem se dar conta de que havia uma câmera ligada, o ministro da Economia do Brasil foi o que ele é: Paulo Guedes. Destilou seu preconceito contra os pobres, com frases ao estilo do que o ex-presidente Lula costuma incluir nos seus discursos, para ilustrar o porquê do antipetismo, nos últimos cinco anos, ter grassado em praça pública, quando antes era comentado como fez Guedes, à boca miúda. A ilustração feita por Lula: “eles não querem estudar ao lado do filho do porteiro! Eles não querem andar de avião com um pobre sentado do lado” -, ganhou corpo e  CPF na voz do ministro, que além de dar cores a falas semelhantes, ainda reclamou, justo no dia em que o país atingia a trágica marca de 400 mil mortos pela Covid, de que o brasileiro tem mania de querer viver 100 anos.

“O Estado brasileiro é um Estado quebrado. Quebrou. E ele quebrou no exato momento em que o avanço da Medicina… Não falo nem da pandemia, falo do direto à vida. Todo mundo quer viver 100 anos, 120, 130. Todo mundo vai procurar o serviço público . E não há … Continue Lendo

O PLANO DA GLOBO: ULTRACAPITALISMO SEM BOLSONARO

Alinhada à agenda neoliberal de Guedes, emissora não deseja o impeachment — aliás, até blinda o governo de ataques. Estratégia é criticar apenas a pessoa do presidente — e, assim, destruí-lo até o pleito de 2022, enquanto projeta Huck ou Moro

Por Mauricio Abdalla / Charge: Aroeira

É claro e visível que Rede Globo assumiu uma linha editorial de oposição a Jair Bolsonaro. Ilude-se, porém, quem pensa que se trata de uma oposição ao “Governo”, como foi com relação aos governos do PT.

O núcleo do governo real está nas mãos do Ministro da Economia Paulo Guedes. Todas suas medidas e propostas agradam as grandes empresas privadas (como a Globo), os banqueiros e outros setores do capital que, além de comporem a mesma classe social dos proprietários das Organizações Globo, são seus patrocinadores e sócios em diversos outros negócios em que o grupo Marinho também investe seu capital.

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GUEDES ARMA O GATILHO PARA EXPLODIR A ECONOMIA. Por Luis Nassif

Nos anos 90, Paulo Guedes foi apelidado de Beato Salú por usar, com exagero, um dos principais instrumentos retóricos dos economistas: a ameaça do fim do mundo. Essa retórica terrorista é historicamente utilizada pelos economistas desde tempos imemoriais. Mas quando brandidas por um Ministro da Economia irresponsável, trazem uma boa dose de risco para a economia.

O mercado se movimenta em torno de ondas especulativas recorrentes. Cria-se uma expectativa qualquer em torno de um episódio em geral irrelevante. Por exemplo, aprovação de determinada lei; discussão em torno de um pacto político. Esse movimento é armado por profissionais do mercado, valendo-se de repórteres financeiros de baixo discernimento.

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ESTÁ FORA DE HIPÓTESE UMA POLÍTICA ECONÔMICA HONESTA

Por Janio de Freitas

Bolsonaro deve festejar depressa o aumento em sua aprovação de 32% para 37% da população adulta, com a rejeição em queda de 44% para 34%, como detectado pelo Datafolha. A aparência generosa desses números esconde uma situação paradoxal e, pior, crítica para o futuro do próprio Bolsonaro, da economia e da eleição presidencial já em esboços.

É coisa de gaiatos a interpretação bolsonarista de que a melhora reflete satisfação com as alegadas medidas contra a pandemia e com a iniciada reabertura das atividades econômicas. São claríssimos os indicadores da contribuição determinante, para os novos números, do benefício emergencial de R$ 600 mensais, para o qual se inscreveram 40% da população.

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LIBERALISMO É UMA LOJA DE CONVENIÊNCIA DO GOVERNO, NÃO UM POSTO IPIRANGA

Debandada é sintoma de que Guedes e reformas fraquejam sob Bolsonaro ~ IMAGEM: UOL ECONOMICA

Por Vinicius Torres Freire

debandada no ministério da Economia vai dar a impressão de que Paulo Guedes está se desmilinguindo, pelo menos em um primeiro momento. Pode ser que, a seguir, o governo dê algum indício de que o ministro está firme, a fim de evitar salseiro imediato no mercado financeiro. Afinal, donos do dinheiro acreditam que, mal e mal, Guedes é por ora a garantia de que Jair Bolsonaro não vai rasgar o contrato do produto que compraram na eleição: o teto de gastos e algumas “reformas”.

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