PARA ONDE VAI A TURMA QUE DIZIA “EU VOTEI NO PAULO GUEDES”?

Imagem: Uol Economia

Por Bruno Boghossian/FOLHA

A turma que dizia “eu votei no Paulo Guedes” e tentava camuflar o apoio a Jair Bolsonaro em 2018 parece ter entrado numa fria. Depois que o ministro aceitou profanar um dos principais dogmas da cartilha ultraliberal, alguns investidores, empresários e simpatizantes terão que decidir até que ponto aceitam carregar o caixão em que essa agenda repousa.

Bolsonaro e o núcleo político do governo instalaram uma chaminé no teto de gastos. A ideia é escapar da regra que limita o aumento de despesas e ampliar o Bolsa Família até o fim do mandato. Guedes repetia que desrespeitar o mecanismo seria irresponsável e ameaçou ir para casa se o governo recorresse a estripulias. Agora, ele endossa a confusão.

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PANDORA PAPERS: COMO OS PODEROSOS ESCONDEM SUA RIQUEZA

Vazamento de documentos lança luz sobre uso de paraísos fiscais por políticos e
empresários para escapar de impostos e ocultar riqueza. Ministro Paulo Guedes
e líderes da Jordânia e Azerbaijão são citados.

Do Deutsche Welle

Milhões de documentos vazados de escritórios administradores de offshores jogaram luz sobre os segredos financeiros de políticos – incluindo líderes mundiais -, ministros, empresários e celebridades que usam paraísos fiscais para movimentar secretamente grandes somas de dinheiro e assim escapar de impostos e do olhar da opinião pública, ou, em alguns casos, ocultar fortunas obtidas ilegalmente.

Uma investigação com base no vazamento, realizada pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês) em conjunto com 150 veículos de notícias – incluindo a DW – revela que mais de 330 políticos de alto escalão e agentes públicos em todo o mundo têm vínculos com contas e empresas offshore.

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DESESPERO DE BOLSONARO É COM A ECONOMIA , NÃO COM O STF

Por Fernando Brito

A jornalista Thaís Oyama, no UOL, diz que Jair Bolsonaro teria confidenciado a uma assessor próximo que não espera ter mais que 30% dos votos em um 2° turno nas eleições de 2020 (se houver 2° turno , acrescento eu).

Bem, isso não seria mais que uma concessão ao óbvio, porque – pesquisa após pesquisa – é isso o que os levantamentos eleitorais lhe dão, já a algum tempo.

O perigo é o que o atual fará, diante disso. E do tamanho do primeiro perigo, o de uma ruptura, teremos logo uma ideia, menos por quanta gente vá aos seus atos golpistas e mais pelo nível de radicalismo e agressividade que terão.

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