A ELITE DO ATRASO E SUAS MAZELAS

CAPA DO LIVRO DE JESSÉ SOUZA. FOTO: REPRODUÇÃO

Por Paulo Nogueira Batista Jr

‘No Brasil, os donos do dinheiro e do poder apresentam características altamente problemáticas, como se sabe há muito tempo’

Gostaria hoje de dar uns tecos na “elite do atraso”. Ela merece muito mais do que tecos, claro. Mas vou exercer certa autocontenção. Não é fácil fazê-lo, como o leitor certamente imagina.

No Brasil, os donos do dinheiro e do poder apresentam características altamente problemáticas, como se sabe há muito tempo.

Machado de Assis já notava em 1861: “O País real, esse é bom, revela os melhores instintos; mas o País oficial, esse é caricato e burlesco”

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JORNALISMO BRASILEIRO PERDE O TALENTO DE PAULO NOGUEIRA

Por Valentin Ferreira / Via Brasil 247

247 – O jornalista Paulo Nogueira, criador e editor do Diário do Centro do Mundo, partiu precocemente na noite de ontem, aos 61 anos. Paulo morreu em casa, ao lado de familiares e amigos, depois de lutar durante vários meses contra um câncer. Sua partida é uma grande perda para o jornalismo brasileiro, num dos momentos mais delicados da história nacional. Ao lado do irmão Francisco “Kiko” Nogueira, e de outros talentos, como Joaquim de Carvalho e Pedro Zambarda, Paulo fez do DCM uma das principais trincheiras democráticas do Brasil.

Antes de se tornar um empreendedor digital, Paulo construiu uma das mais sólidas carreiras da imprensa brasileira. Dirigiu Exame, na Editora Abril, e todas as revistas da Editora Globo. Um de seus projetos era escrever um livro contanto sua trajetória na imprensa brasileira, em que conviveu de perto com grandes jornalistas – e também com os patrões. Ou seja: Paulo conhecia os meandros e os bastidores do métier.

Mais do que um grande editor, Paulo era também dono de um dos melhores textos da imprensa brasileira. Um dos raros jornalistas que pensavam para escrever e faziam pensar com o que escreviam. Filho do … Continue Lendo

“NÃO CABE À FIESP FALAR DE POLÍTICA”: Skaf é a cara escarrada do desastre do golpe. Por Kiko Nogueira

Por Valentin Ferreira / Via DCM

No futuro — e eu me refiro a amanhã, mesmo —, cientistas estudarão as ruínas dessa república de bananas e verão imagens de milhares de otários em torno de um pato amarelo.

— Quem estava por trás do animal?, perguntará o doutor Jones.

— Um industrial sem indústria chamado Paulo Skaf, responderá a doutora Francesca.

Em entrevista ao Estadão, Skaf falou que “não cabe à Fiesp falar sobre renúncia de Presidente da República, mas defender a retomada do crescimento do País e soluções para os 15 milhões de pessoas que estão sem emprego. Cabe à Fiesp defender reformas estruturais para recuperar a competitividade”.

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