CADÊ A CULTURA POLÍTICA?

Na apertada balsa que pretende conduzir a nação a um futuro melhor, atirem-se ao mar os sem mandato, os sem toga e os sem farda. Alguém deve pagar a conta. E ela sobra, invariavelmente, para os mais pobres.

Por Frei Betto

Cadê o novo? Cadê a moralidade? Dá vontade de fazer eco a Stanislaw Ponte Preta: “Restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos!”

De nada adianta o desalento diante das maracutaias do Ministério da Saúde, das propinas na compra de vacinas que salvam vidas, das rachadinhas familiares. Desopilar o fígado nas redes digitais é acender fósforo para conferir se há gasolina no tanque.

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“ELITE BRASILEIRA É COLONIZADA E MORRE DE MEDO DE POBRE”, diz Hildegard Angel

Hildegard Angel (Foto: Ederson Casartelli)

“É uma elite totalmente colonizada, culturalmente e intelectualmente, em todos os aspectos. Ela não gosta do Brasil. Ela acha o brasileiro feio, mas ela se acha linda”, diz a jornalista

A jornalista Hildegard Angel, uma das principais colunistas do Brasil, traçou um duro retrato da elite brasileira em entrevista ao Tutaméia, de Eleonora e Rodolfo Lucena. “O básico é o medo. É a manipulação do medo. O medo da elite é perder o que tem, seja muito seja pouco seja mais ou menos. Ter suas casas invadidas, ter que pagar impostos sobre o seu pequeno apartamentinho. Essa pequena elite que não é elite quer ter roupas importadas, não quer prestigiar a indústria brasileira.

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DOS POBRES PARA OS POBRES

Por Fernando Brito

Quem se der ao trabalho de ler o Sumário Executivo do Ministério da Economia sobre os resultados do Tesouro Nacional no mês de junho vai encontrar dois parágrafos que deixam muito claro que não haverá dinheiro novo para o pagamento do tal Renda Brasil. Será, como se tem afirmado aqui, uma transferência “de pobre para pobre”.

Nos últimos meses, têm crescido as discussões acerca da necessidade ou não de alguns programas temporários se transformarem em programas permanentes, como por exemplo, programas de transferência de renda aos mais vulneráveis. Esse é um debate legítimo e deve ser feito. Porém, é necessário que haja compensação pela redução de outras despesas ou pelo aumento da carga tributária.
Discutir novos programas sem apontar fontes de compensação ou avaliar a melhor alocação dos programas já existentes tende a deteriorar a situação das contas públicas e pode trazer elevações nas taxas de juros e aumento de carga tributária futura. Isso se traduziria em uma economia com menos investimentos, menor crescimento, baixa geração de emprego e renda e aumento da pobreza.

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“BANCO QUER POBRE SEM EDUCAÇÃO FINANCEIRA PARA COBRAR JURO NO CARTÃO”

Nathalia Rodrigues de Oliveira, 21, cursa administração na faculdade e é dona do canal Nath Finanças, no TouTube. Na plataforma de vídeos, possui 90,8 mil inscritos –sendo 70% mulheres. São 95,2 mil pessoas que acompanham a vlogueira no Instagram e, no Twitter (maior concentração do público masculino), sõa 275,3 mil seguidores – Zô Guimarães/Folhapress

Por Isabela Bolzani e Úrsula Passos

Uma jovem negra de 21 anos da Baixada Fluminense está virando meme e conquistando milhares de seguidores na internet com dicas como “anote seus gastos” e “guarde suas moedas”. Nathalia Rodrigues de Oliveira, que agora é reconhecida na rua pelo nome de seu canal no YouTube, o Nath Finanças, faz vídeos para falar de forma descomplicada sobre economia.

A moradora de Nova Iguaçu quer dar noções de educação financeira para os que ganham pouco. Para ela, que fez técnico em administração, hoje cursa graduação na área e trabalha em uma empresa do setor, é preciso que os pobres saibam se o PIB (Produto Interno Bruto) está bom ou como o preço do dólar afeta o cotidiano.

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O POBRE ESPERA POR SUA VEZ NO GOVERNO BOLSONARO

O combate à pobreza é uma incógnita na Esplanada. Não se sabe qual a estratégia de Bolsonaro

Por Leandro Colon

O governo Bolsonaro se preocupa com os mais pobres? Tem políticas públicas para diminuir a miséria? Pensa em medidas para reduzir a desigualdade social?

Passado um ano de gestão, a única certeza é que, até agora, o Palácio do Planalto não contou o que quer e pretende fazer. O combate à pobreza é uma incógnita na Esplanada.

O presidente Jair Bolsonaro gastou, nos seus primeiros 12 meses, tempo com bobagens ideológicas nas redes sociais e vocabulário para atacar adversários e jornalistas.

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