O JUDICIÁRIO QUE TRATA BEM OS PODEROSOS

Por Moises Mendes em seu Blog

Anthony Kelly, um juiz australiano, decidiu que o tenista Novak Djokovic entre e jogue na Austrália, e se quiser que circule sem máscara, mesmo sem ter sido vacinado e mesmo que tenha participado de eventos com crianças quando estava infectado.

Timothy Holroyde, um juiz de Londres, decidiu que Julian Assange seja extraditado para os Estados Unidos, mesmo correndo o risco de morrer na prisão do país por ele exposto por seus crimes de guerra.

Sergio Moro, um juiz paranaense, decidiu caçar, condenar e encarcerar Lula e agora tem a pretensão de disputar a eleição e de enfrentar Lula e o fascista para o qual trabalhou.

Continue Lendo

POCHMANN: É NECESSÁRIA NOVA ABOLIÇÃO

No século XIX, os homens mais ricos do Brasil eram traficantes de escravos. Economia chafurdava na infâmia e no atraso, mas alguns faziam fortuna. Rentismo ocupa hoje o mesmo lugar. País precisa asfixiá-lo, para voltar a ter esperança

Por Marcio Pochmann

No século XIX, o perfil dos principais ricos no Brasil estava associado ao tráfico negreiro. Os casos de José Francisco dos Santos (Zé Alfaiate), Joaquim Pereira Marinho e Joaquim Ferreira dos Santos exemplificavam o quanto o comércio escravista era altamente lucrativo, permitindo que figurassem na cúpula da riqueza do Brasil imperial (1822-1889).

Isso porque somente o Brasil respondeu por quase 40% do total dos 12,5 milhões de traficados da África sob a denominação de escravidão moderna. Navios de bandeira inicialmente portuguesa e, posteriormente, brasileira realizaram mais de nove mil viagens para traficar africanos entre 1530 e 1850, sendo que cerca de 50% delas foram realizadas apenas durante a primeira metade do século XIX, para trazer 2,3 milhões de escravos (47% do total de africanos trazidos se considerados os 320 anos).

Continue Lendo

SEM PROJETO A FAVOR DO BRASIL, OLIGARQUIAS SÓ TÊM PLANO ANTI-LULA

Jeferson Miola                                       

O banqueiro Roberto Setúbal apela para o otimismo. “Temos de acreditar na terceira via” [17/10], proclama o copresidente do Conselho de Administração do Itaú-Unibanco, instituição que em 2020 obteve lucro líquido de R$ 18,5 bilhões e que no 1º semestre de 2021 já lucrou R$ 12,9 bilhões – cifra 59,4% superior ao lucro obtido no mesmo período do ano passado.

O jornalista Matheus Leitão injeta otimismo: “pesquisa traz boa notícia para a 3ª via” [16/10], escreve ele na revista Veja, explicando que o levantamento “Genial/Quaest traz um número interessante para os grupos do nem/nem – nem Jair Bolsonaro, nem Lula”: subiu de 24% para 29%.

Continue Lendo

O VÍRUS DA CORRUPÇÃO

Por Élio Gasda

Quando ele está em campanha
Diz que vai resolver toda situação.
Depois de tá eleito adianta o seu lado
E dá uma banana para o meu povão
Perde a credibilidade, a moral e o pudor
Tira o pão da boca das crianças
Do aposentado e do trabalhador!

De norte a sul
De leste a oeste, meu irmão
Como tem político contaminado
Com o vírus da corrupção! (Bezerra da Silva).

Corrupção, crime antigo e atual. No Brasil, o lícito e o ilícito, o público e o privado se misturam desde o tempo do Império. Quando chegou ao Rio de Janeiro, dom João recebeu de “presente” uma bela casa, a melhor do Rio, do traficante de escravos Elias Antônio Lopes. Esse, em contrapartida, recebeu privilégios da Corte.

Continue Lendo

“A CONCENTRAÇÃO DE CAPITAL ESTÁ CADA VEZ MAIOR NO BRASIL”, DIZ PROFESSOR DA USP.

Alysson Mascaro – Jurista e Professor da USP (Foto: Divulgação)

Do Brasil 247

O jurista e professor da USP Alysson Mascaro afirmou à TV 247 que há um movimento no Brasil e no mundo de maior concentração de riquezas, mesmo diante de toda a crise financeira decorrente da pandemia de Covid-19.

“O que está acontecendo no mundo é uma espécie de aceleração da acumulação em mãos ainda menores. Ou seja, a concentração de capital está se tornando ainda maior. Para esses que têm todo o capital e que estão ainda tomando mais sangue do nosso povo, está ótimo. Efetivamente, nós estamos aumentando o número de bilionários no Brasil no ano da pandemia”, falou.

Continue Lendo

O MANIFESTO DO CENTRO SABICHÃO PARA AS PERIFERIAS

Por Moises Mendes

O brasileiro Celso Furtado e o argentino Raúl Prebisch ofereceram, na segunda metade do século 20, com bons argumentos e comprovação, um conceito decisivo para a compreensão do mundo, o conceito de centro e periferia.

Podem dizer que é uma abordagem que está em desuso, mas não deveria estar. Não precisa explicar que Furtado e Prebisch trataram da desigualdade das relações de poder econômico (e cada vez mais político) entre o centro rico e desenvolvido e o ‘resto’ pobre ou sempre perseguindo o desenvolvimento.

A ausência do Brasil da reunião do tal G-11, que vai debater as relações com a China, está aí para provar que somos a periferia da periferia. Por decisão de Trump, o Brasil bolsonarista não tem nem o direito de pensar em voz alta ao lado deles.

Continue Lendo