MUDE!

“Mude, porque a direção é mais importante que a velocidade”

Por Clarice Lispector

MUDE,

Mas comece devagar,
Porque a direção é mais importante
Que a velocidade.


Sente-se em outra cadeira,
Do outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,


Procure andar pelo outro lado da rua.
Depois mude de caminho.
Ande por outras ruas,
Calmamente,
Observando com atenção
Os lugares por onde
Você passa.

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“CARPE DIEM”, O POEMA DE WALT WHITMAN QUE MOTIVA A LUTAR POR NOSSOS SONHOS

Walt Whitman – Foto Reprodução

Carpe Diem é uma frase em latim de um poema de Horácio, e é popularmente traduzida para colha o dia ou aproveite o momento. É também utilizada como uma expressão para solicitar que se evite gastar o tempo com coisas inúteis ou como uma justificativa para o prazer imediato, sem medo do futuro.

Vindo da decadência do império Romano o termo Carpe diem era dito para retratar o “cada um por si”, devido o império estar se desfazendo, naquele momento a visão de que cada dia poderia ser realmente o último era retratado pela frase que hoje é utilizada como uma coisa boa, porém sua origem vem do desespero da destruição de um grande império antigo.

No filme “A Sociedade dos Poetas Mortos”, o personagem de Robin Williams, Professor Keating, utiliza-a assim:

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A POESIA, A CONDIÇÃO HUMANA, A EXPERIÊNCIA QUE NOS SALVA

Por Valentin Ferreira

a vida das sobras_____CarlosCaramez_Capa

Por: O blog da Lelei /Sul 21
A poesia, a condição humana, a experiência que nos salva!

Tudo é tenso. Tudo treme. Tudo é ponto de interrogação. “A espera desespera”, escreve o poeta de “a vida das sobras”, Carlos Caramez. Não sabemos nada. O momento é de apreensão. A vida na ponta dos dedos. O coração aos pulos, com direito a um respiro/suspiro prolongado entre um baque e outro. Para não morrer da espera asfixiante. Essa é a condição. É o que nos sobra nos momentos cruciais.

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CORA CORALINA: A MULHER DE “TODAS AS VIDAS”

Nascida na Cidade de Goiás em 20 de agosto de 1889, Cora Coralina, só teve seu primeiro livro publicado aos 76 anos

Por Rafael Tatemoto

“Beco da minha terra…/ Amo tua paisagem triste, ausente e suja / Teu ar sombrio. Tua velha umidade andrajosa / Teu lodo negro, esverdeado, escorregadio / E a réstia de sol que ao meio-dia desce, fugidia, / e semeia polmes dourados no teu lixo pobre, / calçando de ouro a sandália velha, / jogada no teu monturo”.Parte inicial do poema Becos de Goiás, estes versos publicados em 1975 integram o primeiro livro de Cora Coralina, pseudônimo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas.A obra, chamada Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais, já indicava o estilo poético de Coralina, pautado pela vida cotidiana do interior brasileiro, principalmente de seu estado natal.Nascida na Cidade de Goiás em 20 de agosto de 1889, Cora Coralina, só teve seu primeiro, portanto, publicado aos 76 anos de idade. Escrevia, porém, desde os 14 anos.Doceira de profissão, viveu em São Paulo acompanhando o marido, o advogado Cantídio Tolentino de Figueiredo Bretas. Com a morte de Bretas, passou a vender livros. Instalada no interior do estado, na cidade de Penapólis,
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