ESTADO MÍNIMO É O MÁXIMO – PARA OS SUPER-RICOS

Montagem com fotos de ShutterStock/Veja

Por Dão Real Pereira dos Santos / Outras Palavras

Sempre que escuto alguém defendendo a redução do Estado social e a privatização das políticas públicas, eu me pergunto: de que lugar será que essa pessoa está falando?

No Brasil, a imensa maioria da população vive em condições absolutamente precárias. Mais de 60 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza, e quase 20 milhões já estão abaixo da linha da extrema pobreza e esta situação está se agravando com a pandemia. Os principais países e organizações especializadas no mundo já reconhecem a importância das políticas públicas, mas, por aqui, apesar de já termos ultrapassado a meio milhão de mortes, pela covid-19, ainda tem gente que continua defendendo projetos de esvaziamento do Estado e do serviço público. 

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GASTANÇA

Por Pensar a História

A crise humanitária no Brasil em 2021 deve ser a maior em décadas. O aumento do desemprego, o fim do auxílio emergencial, a disparada do preço dos alimentos básicos nos supermercados e a pandemia de COVID-19 devem levar o país a uma situação de caos. Estima-se que 10,3 milhões de brasileiros já estejam com dificuldades alimentares – um número que deve dobrar nos próximos meses.

Dezenas de milhões de pessoas serão jogadas na pobreza extrema. No mundo da Barbie verde-oliva, a realidade é outra. Após promover severos cortes nas pastas da saúde e da educação e praticamente desmontar o setor de ciência e tecnologia, o governo Bolsonaro aumentou em 48,8% o orçamento das Forças Armadas. Pela primeira vez na história recente, o governo brasileiro vai gastar mais dinheiro com os militares do que com a educação.

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REFLEXÕES SOBRE AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS

Por Ilimar Franco

1. As eleições municipais não têm nenhuma relação com as eleições presidenciais.

2. O resultado das eleições municipais, qualquer que seja ele, não permitirá concluir que chegou ao fim a polarização PT/esquerda x Bolsonaro.

3. O MDB elegeu o maior número de prefeitos e vereadores desde o final da década de 80, mas teve candidatos próprios ao Planalto fragorosamente derrotados em 1989 (Ulysses fez menos de 5% dos votos), 1994 (Quércia fez menos de 2%) e 2018 (Meirelles fez menos de 2%). Nas eleições presidenciais de 1998, 2002, 2006, 2010 e 2014 não teve candidato.

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NOVOS PREFEITOS ENCONTRARÃO CENÁRIO DESAFIADOR NAS CIDADES

Quase a metade das cidades brasileiras (49,4%) gasta a maior parte de sua receita com pessoal (54%). – Marcello Casal jr/Agência Brasil

Da Agencia Brasil

Os prefeitos que assumirão a administração de suas cidades a partir de 1º de janeiro de 2021 encontrão mais dificuldades que os seus antecessores. A economia brasileira estará em recuperação após a recessão mais aguda da história, provocada pela pandemia de covid-19. No rastro da crise, queda de arrecadação e aumento do desemprego. As despesas não deverão dar trégua, ainda sob ameaça de mais gastos por causa de novas infecções.

“Num primeiro momento, eles vão enfrentar um cenário de terra arrasada”, prevê Ricardo Macedo, professor do curso de Ciências Econômicas do Ibmec no Rio de Janeiro. “Quem assumir uma prefeitura, além de ter poucos recursos, tem que descobrir novas fontes de receita.” Em sua opinião, o poder público municipal tem que fiscalizar mais, renegociar dívidas, e recuperar receitas – “pra fazer o caixa fluir”.

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IMPACTO NA SAÚDE MENTAL SERÁ SEQUELA MAIS DEVASTADORA QUE A PANDEMIA.

Suicídios estão longe de ser provocados só por dilemas existenciais e filosóficos insolúveis, como ainda há quem pense

Por Drauzio Varella / Folha

Transtornos psiquiátricos serão as sequelas mais prevalentes da epidemia.

Embora o vírus possa provocar complicações tardias pulmonares, cardíacas, vasculares, renais, musculares e cerebrais, entre outras, o impacto na saúde mental será mais devastador, justamente por afetar uma área já problemática antes da pandemia.

Anos atrás, a OMS (Organização Mundial da Saúde) previu que depressão se tornaria a principal causa de absenteísmo nas empresas, a partir da década de 2020. Os trabalhadores faltariam mais por crises depressivas do que por dores na coluna, gripes e resfriados. No mercado financeiro de São Paulo, a previsão se confirmou antes de 2020.

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