NOSSA MAIOR AMEAÇA NÃO É O CORONAVÍRUS, É A RIQUEZA

Do Pensar Contemporâneo

Essa é uma das principais conclusões de uma equipe de cientistas da Austrália, Suíça e Reino Unido, que alertou que o combate ao consumo excessivo deve se tornar uma prioridade. Seu relatório, intitulado Scientists ‘Warning on Affluence, explica que a verdadeira sustentabilidade exige mudanças significativas no estilo de vida , em vez de esperar que o uso mais eficiente dos recursos seja suficiente.

“Não podemos confiar apenas na tecnologia para resolver problemas ambientais existenciais – como mudança climática, perda de biodiversidade e poluição”, escreve o principal autor do relatório, Professor Tommy Wiedmann, da University of New South Wales Engineering, em um artigo da Phys.org. “Também temos que mudar nosso estilo de vida afluente e reduzir o consumo excessivo, em combinação com mudanças estruturais.”

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CHUVAS TORNAM-SE CADA VEZ MAIS VARIÁVEIS À MEDIDA QUE O CLIMA GLOBAL AQUECE

Seca no Brasil é a pior em mais de 90 anos e tendência de extremos deve se repetir (AFP)

Os modelos climáticos preveem que a variabilidade da precipitação nas regiões úmidas globalmente será bastante aumentada pelo aquecimento global, causando grandes oscilações entre as condições secas e úmidas, de acordo com um estudo conjunto do Instituto de Física Atmosférica (IAP) da Academia Chinesa de Ciências (CAS) e o Met Office, o serviço meteorológico nacional do Reino Unido. Este estudo foi publicado na Science Advances.

A chuva desempenha um papel importante em nossa vida diária. Leva mais a inundações e menos à seca. Décadas antes, percebeu-se que o aquecimento global leva ao aumento das chuvas, em média. Como esse aumento é distribuído no tempo é muito importante. Um aumento de 2-3% na precipitação anual, espalhando-se uniformemente ao longo do ano, não significa muito, mas se cair em uma semana ou um dia, causará estragos.

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O PIOR ESTÁ POR CHEGAR

Por Leonardo Boff

As grandes enchentes ocorridas na Alemanha e na Bélgica em julho. mês do verão europeu, causando centenas de vítimas, associadas a um aquecimento abrupto que chegou em alguns lugares a mais de 50 graus, nos obriga a pensar e a tomar decisões em vista do equilíbrio da Terra. Alguns analistas chegaram a dizer: a Terra não se aqueceu; ela se tornou, em alguns lugares, uma fornalha.

Isso significa que dezenas de organismos vivos não conseguem se adaptar e acabam morrendo. Atualmente com o atual aquecimento que no último século cresceu em mais de um grau Celsius, e se chegar, como previsto, a dois graus cerca de um milhão de espécies vivas estarão à borda de seu desaparecimento depois de milhões de anos vivendo neste planeta.

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QUE COMAM PLÁSTICO

Tartaruga verde come sacola plástica na Grande Barreira de Corais da Austrália – Troy Mayne/WWF

Por Reinaldo José Lopes/Folha

“Tô chateada, queria tanto comer uma sacolinha plástica”, dizia a legenda de um meme que vi certa vez, sobreposta a um desenho de tartaruga-marinha que lembrava um pouco as que aparecem no desenho animado “Procurando Nemo”. Que alguém se disponha a fazer graça na internet ao saber que tartarugas-marinhas engasgam com o plástico que flutua nos oceanos é mais um sintoma de como a vida online tem um poder assustador para nos desumanizar. Acima de tudo, porém, o meme demonstra uma incapacidade quase patológica de compreender o tamanho do problema.

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SE FOSSE APENAS O CIGARRO… TUDO O QUE DEVERÍAMOS FAZER PARA TER PULMÕES SAUDÁVEIS E SEQUER SABEMOS

Você só se lembra desses órgãos quando te falam sobre asma, DPOC e covid-19? Mau sinal

Po Carla Nieto Martínez

“Os pulmões são os grandes esquecidos do nosso organismo”, afirma categoricamente Àlvar Agustí, diretor da recém-criada Cátedra de Saúde Respiratória da Universidade de Barcelona (UB). Grande erro de cálculo: “É um contrassenso se levarmos em conta que podemos viver várias semanas sem comer ou vários dias sem beber, mas se pararmos de respirar a sobrevivência se limita a poucos minutos”. Fazemos isso acordados e dormindo, mais de 15.000 vezes por dia e poucas vezes conscientemente. Sua saúde apreciará que você lhes dê os cuidados adequados.

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MICROPLÁSTICOS NA COMIDA: INGERIMOS CERCA DE 5 GRAMAS POR SEMANA

Postado por Blog do Valentin

Por Luis Pellegrini

Através dos líquidos e da alimentação ingerimos em média 2 mil microfragmentos de plásticos por semana, com um total médio de 21 gramas por mês, 250 gramas ao ano. A maior parte dessas partículas provem da água, tanto a engarrafada em recipientes de plástico quanto a da torneira. Cada pessoa pode consumir semanalmente cerca de 1.769 partículas de plástico, apenas bebendo água (não importa de qual tipo).

Nós, moradores dos países industrializados, ingerimos em média 5 gramas de fragmentos de matéria plástica todas as semanas. Colocados na palma da mão, eles pesariam tanto quanto um cartão de crédito. Quem o afirma é a pesquisa No Plastic in Nature: Assessing Plastic Ingestion from Nature to People (Sem plásticos na natureza: Verificando a ingestão de plásticos pelas pessoas) encomendada pelo WWF à Universidade de Newcastle, Austrália. O trabalho, que engloba sobretudo uma revisão científica de 52 pesquisas precedentes sobre o tema, é o primeiro a elaborar uma estimativa do peso e volume dos microplásticos que entram no organismo, um passo importante para se conhecer os efeitos desse tipo de resíduo na saúde humana.

Mais informações: AQUI

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