A GUERRA DA VACINA REVELA UM PAÍS ACOVARDADO

Por Moises Mendes

A guerra de Bolsonaro contra a vacina que ele considera comunista tem provocado reações típicas do Brasil acovardado, que ainda está longe de ser um Chile, uma Argentina ou uma Bolívia.

Reações de indignação de autoridades não querem dizer nada. Nada. Absolutamente nada. A população pode dizer nas redes que está indignada, repetindo um clichê que ficou gasto e sem sentido.

Mas autoridades, de qualquer área, não podem ficar dizendo que estão surpresas e indignadas. Reações de indignação são o despiste para a incapacidade das instituições de cumprirem com o seu dever.

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E O INFERNO SE FEZ EM DUZENTOS ANOS

Há 12 milênios, um clima especialmente ameno permitiu ao Homo sapiens desenvolver-se plenamente. Mas seu esplendor deu-se às custas de todas as demais espécies Neste divórcio estão as raízes da crise civilizatória e da tragédia que bate às portas

Por José Eustáquio Diniz Alves, no EcoDebate“

“Estamos em um carro gigante, acelerando na direção de uma parede de tijolos e todo mundo fica discutindo sobre onde cada um vai sentar”
David Suzuki

Homo sapiens surgiu e se espalhou pelo mundo no período geológico do Pleistoceno, mas foi no Holoceno que floresceu a civilização e a espécie humana se tornou uma força onipresente no território global. A população mundial era de cerca de 5 milhões de habitantes no início do período Holoceno, há cerca de 12 mil anos. A estabilidade climática do Holoceno propiciou o florescimento do desenvolvimento econômico e social e o ser humano expandiu as atividades agrícolas, a domesticação dos animais, construiu cidades e montou uma máquina de produção e consumo de bens e serviços jamais vista nos 4,5 bilhões de anos da Terra.

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POCHMANN: “SOCIEDADE QUE DEU ORIGEM AO PT NÃO EXISTE MAIS. ESTAMOS COM UMA RETÓRICA ENVELHECIDA”

Postado por Blog do Valentin

Por Marco Weissheimer / Sul21

Estamos vivendo uma mudança de época profunda na história brasileira que pode ser comparada aquelas que ocorreram na década de 1880, quando ocorreu a abolição da escravatura, e na década de 1930, quando o país começou o seu processo de industrialização. As mudanças se dão em diversos níveis que vão desde o perfil demográfico do país, passando pela estrutura de classes, pelo funcionamento do trabalho e da economia e chegando à dinâmica das cidades.

É preciso ter esse horizonte mais amplo como referência para se pensar os desafios políticos colocados por essa realidade que já implodiu o pacto político instaurado pela Nova República. O diagnóstico é do economista Marcio Pochmann, presidente da Fundação Perseu Abramo, do Partido dos Trabalhadores (PT), que esteve em Porto Alegre nesta segunda-feira (12) para falar sobre “os desafios de uma gestão de esquerda em meio à crise democrática”, tema proposto pelo PT de Porto Alegre para pensar a atuação do partido nas eleições municipais do ano que vem.

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NÚMEROS QUE SANGRAM

Por Valentin Ferreira

Embora seja um país “abençoada por Deus, e bonito (rico) por natureza” o Brasil sente dores profundas com suas graves e crônicas doenças sociais.

Apesar de ser  uma das economias mais poderosas do mundo carrega em seu seio indicadores de pobreza que deveriam envergonhar sua elite econômica e política.

A febre da busca e acúmulo de riqueza sem medidas pela grande maioria da  classe média burra e insensível, alimenta uma espiral cujo sentido está mais próxima de jogá-la ao chão do que empurrá-la degraus acima. Cega e contaminada pelo ódio incurável, não lhe custa remorso algum em pisar sobre os mais fracos se estes lhes servem para galgar um posto a mais.

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METEM A MÃO NA OPINIÃO PÚBLICA

Postado por Valentin Ferreira                                                                               Imagem: Wilson Dias/Agência Brasil

Por Marcos Coimbra /Carta Capital

De acordo com pesquisas, 80% dos brasileiros são contra a prisão em segunda instância.

Enquanto isso, Cármen Lúcia diz que a permanência do monstrengo jurídico que prevê a prisão do condenado em segunda instância atende à vontade da opinião pública.

Entre os despropósitos dos tempos que vivemos, um dos piores é o que as elitesfazem com a opinião das pessoas comuns: a usurpam. Elas e seus representantes sabem o que quer a maioria da sociedade, mas o ignoram, substituindo-o pelo que desejariam que fosse. Subtraem do povo o direito de ter opiniões e ainda inventam algo para pôr no lugar.

Nas ditaduras clássicas, o processo é mais transparente. Os donos do poder dispensam-se de recorrer à ideia de opinião majoritária. Fazem algo simplesmente porque querem, porque cismam em fazê-lo.

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