OS POVOS DA FLORESTA NÃO EXISTEM NEM NO DISCURSO DE BOLSONARO

Por Moisés Mendes

O discurso de três minutos de Bolsonaro ontem na Cúpula do Clima fala uma vez, uma única vez, a palavra indígenas. Deveria falar de todos os povos da floresta, que não são apenas os povos indígenas.

Chico Mendes não era indígena. Bolsonaro se referiu às comunidades tradicionais. Chico era filho de cearenses, era um caboclo nascido em Xapuri. Marina Silva não é indígena.

Na única vez em que se referiu aos indígenas, Bolsonaro disse:

“Devemos aprimorar a governança da Terra, bem como tornar realidade a bioeconomia, valorizando efetivamente a floresta e a biodiversidade. Esse deve ser um esforço, que contemple os interesses de todos os brasileiros, inclusive indígenas e comunidades tradicionais”.

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BRASIL ESTÁ A POUCA DISTÂNCIA DE UMA TRAGÉDIA MONSTRUOSA, Por Janio de Freitas

Cacique Yanama Kuikuro – Foto Arquivo Pessoal –

Com a histórica indiferença por seu destino, o Brasil está a caminho de todos os recordes negativos cabíveis na pandemia, já alcançados alguns deles. Como a rapidez de disseminação e a mais deficiente comunicação/conscientização dos riscos, orientadas por um governante (sic) que se dedica a incitar e encabeçar aglomerações com propostas criminalmente golpistas.

Como consequência lógica, o Brasil está a pouca distância de uma tragédia monstruosa: a população indígena corre o risco de sucumbir a um genocídio. Bolsonaro desconstruiu a sempre mínima rede de setores governamentais voltados, ainda que em parte, para alguma assistência aos remanescentes de brasileiros originais.

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NÃO É SÓ PORQUE A AMAZÔNIA É NOSSA QUE DEVEMOS ACABAR COM ELA, DIZ PECUARISTA

Postado por Blog do Valentin

Crítico de Bolsonaro, pecuarista do Pará defende produção rural em áreas já abertas e combate ao desmatamento

MANAUS/ Por Folha de S.Paulo

O pecuarista Mauro Lúcio Costa, 54, herdou a profissão do pai e do avô e não dispensa o chapéu, o fivelão e a bota mesmo na cidade.

Mas o estereótipo de fazendeiro termina na vestimenta: contrário ao desmatamento, Costa defende o aumento da produção apenas nas áreas já abertas, elogia ONGs ambientalistas, critica o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e defende a autodeterminação dos povos indígenas.

Mineiro de origem, ele está radicado há décadas em Paragominas (PA), município que se tornou referência na busca pela conciliação entre produção e respeito à legislação ambiental.

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ELES NÃO SE RENDEM À MERCADORIA

Postado por Blog do ValentinAcampamento Terra Livre revelará povos que resistem a se encapsular em roupas, automóveis e cimento; que se desapegam; que querem a tecnologia sem abrir mão da identidade, diversidade e conexão com o cosmos

Por Angela Papiani /Outraspalavras

Quando Kuwamutü, o criador, perguntou aos homens, recém-transformados de animais em gente, o que cada um gostaria de ter para afirmar sua identidade, os povos do Alto Xingu escolheram arcos de madeira forte, caramujos para confeccionarem seus adornos, o barro para as panelas, o beiju, as plumas… cada etnia escolheu a sua habilidade e sua forma de beleza. Quando o criador perguntou aos brancos, criados na mesma ocasião, eles escolheram a arma de fogo.

Para o povo Xavante, a história é semelhante. Os humanos, gente de verdade, viviam em harmonia até que um garoto se revela guloso, insatisfeito, ganancioso, querendo sempre mais e mais. Depois de uma decisão inesperada de sua mãe, é deixado pela família. Ele cresce sozinho e vai desbarrancando as margens do rio, afastando cada vez mais a margem onde se estabeleceu, criou família, conquistou roupas e armas de fogo, até que a outra margem fica tão distante que o povo Xavante já não o … Continue Lendo

JOVEM INDÍGENA BRASILEIRO, DA ETNIA ARAPYUN, ENCONTRA PAPA FRANCISCO EM CELEBRAÇÃO DA ENCÍCLICA VERDE

Postado por Valentin Ferreira

Faz três anos que o Vaticano lançou a Encíclica Laudato Si– conhecida também como Encíclica Verde–, escrita pelo Papa Francisco como uma crítica veemente ao desenvolvimento a qualquer custo e ao consumismo, com a qual faz um apelo à humanidade para que se dedique a ações de combate à degradação ambientale às mudanças climáticas.

Tendo por base questão lançada pelo Pontífice – Que tipo de mundo queremos deixar a quem vai nos suceder, às crianças que estão crescendo? – e também celebrar o aniversário da obra, o Vaticano promoveu, na semana passada (5 e 6/7), uma conferência internacional – com o tema Salvar a Nossa Casa Comum e o Futuro da Vida na Terra–, que reuniu mais de 300 pessoas, entre especialistas, representantes da igreja e dos povos de diversos países da África, Ásia, América Latina e Oceania.

Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) – que promove reflexões sobre questões socioambientais comtribos indígenas, ONGs, pastorais, escolas, entre outros – participou do encontro, representada por uma delegação de indígenas do Brasil, Peru e Colômbia.

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POR QUE 19 DE ABRIL VIROU DIA DO ÍNDIO

Postado por Valentin Ferreira

Por BBC Brasil

O dia 19 de abril é conhecido no Brasil todo como o “dia do índio”, e essa data não foi escolhida à toa. Sua origem remete a um protesto dos povos indígenas do continente americano ainda na década de 1940, quando um congresso organizado no México se propôs a debater medidas para proteger os índios no território.

O Congresso Indigenista Interamericano, realizado em Patzcuaro, aconteceu entre os dias 14 e 24 de abril de 1940.

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Em princípio, os representantes indígenas haviam se negado a participar do evento, achando que não teriam voz ou vez nas reuniões – que seriam comandadas por líderes políticos dos países participantes. Os índios, então, fizeram um boicote nos primeiros dias, mas, justamente no dia 19 de abril, decidiram aparecer no congresso para tomar parte nas discussões.

Foi por conta disso que a data escolhida para celebrar o dia do índio acabou sendo essa.

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