ALEXANDRE GARCIA: EXEMPLO DE IRRESPONSABILIDADE PARA A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

Foto: YouTube/Reprodução

Por: Alexandre Freita Campos/ Observatório da Imprensa

Muito já se falou sobre o papel do jornalismo científico e dos jornalistas para a difusão de informação precisa e de qualidade, principalmente desde o ano passado, quando o enfrentamento à pandemia reforçou a discussão sobre a importância da divulgação científica. Dependendo da gravidade da situação, informações equivocadas ou mentirosas podem até matar, e, lamentavelmente, alguns profissionais do jornalismo parecem não se dar conta da responsabilidade que possuem e, em vez de combaterem as notícias falsas, são eles próprios quem as disseminam.

Mas será que agem assim somente por desconhecimento? O vídeo publicado pelo jornalista Alexandre Garcia em dezembro do ano passado já vale como um bom case do que não se deve fazer em se tratando de divulgação científica [1]. Um case de irresponsabilidade, um mau exemplo, não só pelo conteúdo do vídeo, mas pelo contexto.

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COVI-19: OS SINAIS DA SEGUNDA ONDA JÁ ESTÃO NO BRASIL

Já não é apenas o aumento de casos nos hospitais de elite. País segue o mesmo padrão da Europa, antes de mergulhar de novo no caos. Negligência do governo se repete. Máscaras podem fazer diferença. Cresce expectativa por vacinas

Por Raquel Torres

SINAIS DE UMA SEGUNDA ONDA

Hospitais de elite na cidade de São Paulo vêm registrando forte aumento nas hospitalizações por covid-19 ao longo do último mês. O Sírio-Libanês teve picos de 120 internações em abril, momento mais agudo da pandemia na cidade, e no mês passado estava em 80 – agora, voltou a 120. No Hospital do Coração a situação está menos crítica, mas ainda assim as internações dobraram em três semanas, passando de 17 registros em 20 de outubro para mais de 30 no início de novembro. 

Esses números foram divulgados primeiro pela colunista da Folha Mônica Bergamo, depois desenvolvidos por repórteres em vários veículos. Seriam sinais de uma segunda onda no estado que tem o maior número de mortos pela covid-19 no Brasil? Por enquanto, os aumentos na capital paulista só foram percebidos em alguns hospitais privados. Poderíamos estar diante de um repeteco do que aconteceu no começo da pandemia, quando as pessoas mais ricas trouxeram o … Continue Lendo

COVID-19: TABELA MOSTRA OS GRAUS DE RISCO DE CONTÁGIO

Pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, criaram uma tabela que considera fatores como o uso de máscaras, o tempo de contato com outras pessoas, a ventilação do local, a quantidade de pessoas e até o que elas estão fazendo — falar, cantar, gritar ou permanecer em silêncio.

Fonte: Blog BoraPensar

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CIENTISTAS RECONHECEM TRANSMISSÃO DE CORONAVÍRUS PELO AR E REFORÇAM NECESSIDADE DE MÁSCARA

Agentes da vigilância sanitária em ação educativa para uso de máscara no centro de São Paulo – Eduardo Anizelli/Folhapress

Contágio por aerossóis, que podem ficar no ar por horas, aumenta preocupações sobre a reabertura

Por Everton Lopes Batista/ Folha

Artigos publicados nos últimos meses engrossaram as evidências de que a transmissão do novo coronavírus pelo ar, não só por gotículas de saliva, é possível e tem um papel maior do que se imaginava inicialmente.

Cada vez mais estudos confirmam a presença do vírus ativo em aerossóis de saliva expelidos por pessoas durante a fala, espirro ou tosse. Aerossóis de saliva são partículas líquidas muito pequenas, mas maiores do que o Sars-Cov-2, e por isso podem carregá-lo pelos

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COMPORTAMENTO: É PRECISO SABER POR QUE AS PESSOAS NÃO SE PROTEGEM

Crédito da Imagem: UOL

Não basta reclamar, é preciso entender por que as pessoas não se protegem

Por Esper Kallás* / Médico Infectologista

O que faz alguém aderir ao fumo, mesmo sabendo que poderá ter câncer? Por que negligenciar o uso de preservativos, se existe a ameaça de doenças como a sífilis e a Aids? Diante de tantas notícias sobre a pandemia, como deixar de se preocupar em contrair a Covid-19?

Notícias e estudos alertam para os riscos do relaxamento de medidas de proteção contra o novo coronavírus: abandono ou uso inadequado de máscaras, aglomerações, desrespeito às recomendações de distanciamento social ou, ainda, retomada de atividades que expõem pessoas ao risco de infecção, especialmente aqueles que podem desenvolver a forma mais grave da doença, como idosos ou pacientes com doenças crônicas.

interferência na percepção de risco ocorre em três níveis. O primeiro, e mais importante, é resultado de ação externa sobre a percepção individual. Políticas públicas, com normas de conduta, regras eventualmente sujeitas à punição em caso de descumprimento, como multas para quem não usa cinto de segurança, ou a obrigatoriedade do uso de máscaras em transporte público, são alguns exemplos de interferência externa.

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NOVA ZELÂNDIA COMPLETA 100 DIAS SEM TRANSMISSÃO LOCAL DE CORONAVÍRUS

Premiê Jacinda Ardern declarou no início de junho que país estava livre do vírus. Mas governo continua a impor rígido controle na fronteira

Governo da premiê Jacinda Ardern, no entanto, afirma que não pretende baixar a guarda. País segue com fronteiras sob rígido controle, impondo quarentena para quem chega do exterior.

(Deutsche Welle)A Nova Zelândia completou neste domingo (09/08) 100 dias sem registrar contágios domésticos por coronavírus. No entanto, as autoridades do país continuam a advertir que baixar a guarda está fora de questão.

No momento, o país vem acompanhando 23 casos de pessoas com covid-19. Todos esses casos envolvem pessoas que vieram do exterior e foram diagnosticadas ao chegar ao país. Elas seguem em quarentena.

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