INFORMALIDADE CRESCE, CONTRIBUIÇÃO PARA A PREVIDÊNCIA TEM PIOR NÍVEL EM 6 ANOS

Desemprego no país atingiu 11,6 milhões em 2019, queda de 7,1% ante 2018.

Apesar de queda no desemprego em 2019, mais da metade das novas ocupações foi informal, com estabilidade da renda, levando a novo recuo na contribuição para a aposentadoria.

Publicado originalmente por Deutsche Welle

A desocupação no Brasil caiu em 2019 na comparação com o ano anterior, passando de 12,3% para 11,9% da população ativa, a segunda queda anual consecutiva, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira (31/01) pelo IBGE.

No entanto os dados mostram um novo aumento na taxa de informalidade, que alcançou seu maior nível em três anos, abarcando 41,1% da força de trabalho ocupada, o equivalente a 38,4 milhões de pessoas. Em 2016, essa proporção era de 39,1%. Do acréscimo de 1,8 milhão no número de ocupações em 2018, 1 milhão (55% do total) foi de ocupações informais – um ritmo de crescimento da informalidade que tem se mantido nos últimos anos, segundo a analista da PNAD Adriana Beriguy.

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PREVIDÊNCIA: A FALÁCIA DO ENVELHECIMENTO PERVERSO

Postado por Blog do Valentin

Nossa população está sim vivendo mais, mas isso não é uma “bomba-relógio demográfica”: a relação entre idosos, crianças e adultos é saudável. Em meio a mentiras, governo esconde o verdadeiro problema: o desemprego e um modelo econômico rudimentar

Por David Deccache / Outras Palavras

Muitos economistas se dizem preocupados com a questão demográfica no Brasil. O argumento é simples: no futuro, teremos menos trabalhadores em proporção ao número de idosos. Com mais idosos em relação ao total da população, uma maior parcela da riqueza produzida será redistribuída via previdência social. Se teremos mais idosos na população, logo gastaremos mais com os idosos. O desafio imposto pelo envelhecimento da população então seria o seguinte: teríamos menos trabalhadores em idade ativa para a produção de riqueza ao passo que teremos mais idosos que irão receber esse excedente sem, obviamente, participarem da produção do excedente. De forma simples, haverá menos pessoas trabalhando para produzir o excedente que será destinado para um número cada vez maior de aposentados.

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APOSENTAR-SE AOS 53 E SOLTEIRAS QUE HERDAM PENSÕES… OS ABISMOS DA PREVIDÊNCIA BRASILEIRA

Postado por Blog do ValentinIdade mínima para aposentadoria deve ficar em 65 anos para homens e 62 para mulheres.

Do El País

O sistema previdenciário vigente é insustentável e muito desigual. A reforma debatida pelo Congresso marcará o sucesso ou o fracasso do mandato de Bolsonaro

Quem acha que os sistemas previdenciários são algo distante ou entediante é porque ainda se sente jovem. Ou não conhece o Brasil. Há semanas as famílias, a imprensa e o Congresso debatem como desativar a bomba-relógio que se tornaram os pagamentos das aposentadorias e pensões. Uma questão em que as filhas dos militares são as vilãs favoritas.

Acontece que 110.000 brasileiras desfrutam de uma pensão vitalícia herdada do pai, mesmo tendo um emprego, mas incompatível com ter um marido. Essas mulheres solteiras recebem em média um pagamento mensal de cerca de 6.000 reais em um país onde dois terços de seus compatriotas se aposentam com seis vezes menos: 998 reais, o salário mínimo. Apesar de privilegiadas, elas não são as mais privilegiadas –se esquecermos que não tiveram que trabalhar para desfrutar desse direito.

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BRASIL: DE CADA 100 PESSOAS COM TRABALHO, 40 SÃO INFORMAIS

Por Valentin Ferreira

Enquanto no Congresso Nacional tramita o projeto mais importante do atual governo e seus intere$$ados defensores, Folha de hoje trás um levantamento que coloca complicadores no sistema de arrecadação, já que,  sem carteira assinada ou cnjp contratado não há contribuição para os cofres previdenciários. Enquanto que num grupo de 100 pessoas ocupadas, 60 delas  estão contribuindo as outras 40 que trabalham sem carteira  assinada, com nada contribui. Abaixo, a matéria.

Em 2018, o país tinha 37,5 milhões de trabalhadores na informalidade de um total de 91,8 milhões de ocupados.

No Brasil, 40,1% da população ocupada não pode contar com a carteira assinada ou um CNPJ. Esse percentual, porém, chega a 58,8% no Piauí e a 59,8% no Maranhão. O Pará é o estado com a situação mais grave: lá, 61,4% dos ocupados estão na informalidade.

Matéria completa AQUI

 

 

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A DIFERENÇA ENTRE OS GASTOS DO GOVERNO COM BANQUEIROS E COM APOSENTADOS

Postado por Blog do valentinNenhuma descrição de foto disponível.                                           (imagem facebook – maria fatorelli)

No ano passado, 2018, os brasileiros pagaram para alguns banqueiros 40,6% de todos os impostos arregados durante o ano, ou seja, R$ 1 trilhão. Já para todos os aposentados do Brasil, 24,4% dos impostos, pouco mais da metade do que foi pago com juros.

Segundo Maria Lúcia Fatorelli, auditora fiscal aposentada e fundadora do movimento “Auditoria Cidadã da Dívida”, o problema fiscal do Brasil das contas públicas não está na Previdência, nem nos investimentos e gastos sociais. “Mas sim na política monetária suicida praticada pelo Banco Central que beneficia principalmente bancos nacionais e estrangeiros”, anotou.

Veja no gráfico a quantidade de recursos do Brasil que são empenhados em pagamento de dívidas sem uma auditoria para verificar a regularidade desses pagamentos. Fatorelli acredita que pode haver muitos pagamentos irregulares ou mesmo corrupção. Esses pagamentos não são fiscalizados de forma efetiva por uma auditoria transparente.

Da Carta Campinas

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VAMOS FALAR DE ARMAS PARA NÃO TER QUE FALAR DE EMPREGO, PREVIDÊNCIA, ETC?

Postado por Valentin Ferreira

Por Helena Chagas / Os Divergentes

São para lá de duvidosos, segundo os especialistas, os efeitos da flexibilização da posse de armas no combate à criminalidade. Ao contrário, o risco é que a facilidade dada no decreto presidencial assinado nesta terça acabe por elevar o número de homicídios por armas de fogo. A posse da arma poderá aumentar os índices do feminicídio, das mortes por questões banais como desavenças menores entre vizinhos e os acidentes que costumam vitimar crianças e outros inocentes.

A exigência de que, em casas com crianças, só se possa ter armas se houver cofres ou lugares seguros para guardá-las beira o ridículo. Quem vai fiscalizar isso? E quem garante que, mesmo havendo lugares seguros, a arma estará ali trancada? Aliás, se estiver, não poderá ser utilizada contra um eventual invasor da residência para legítima defesa de seus donos – principal argumento de quem defende a nova medida.

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