É NECESSÁRIA MAIS PROTEÇÃO ÀS MULHERES NA PANDEMIA

Pandemia atingiu as mulheres de forma desproporcional, mostra relatório anual da Anistia Internacional. Por isso é importante que haja mais medidas para protegê-las, opina Manuela Kasper-Claridge.

Do Deutsche Welle

Para muitas pessoas, a terrível face do coronavírus se revela na doença, na morte e no desespero. As mulheres são confrontadas diariamente com isso, porque carregam um fardo particularmente pesado na pandemia. Elas são mais afetadas pelo desemprego, têm menos acesso aos cuidados de saúde e, muitas vezes, não recebem nenhum apoio econômico ou social.

A pandemia aumentou enormemente a desigualdade de gênero. Essa é uma conclusão deprimente do relatório anual de 408 páginas da Anistia Internacional que deveria ser enviado para a casa de todos os políticos, porque a situação é terrível para muitas mulheres.

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COMPORTAMENTO: É PRECISO SABER POR QUE AS PESSOAS NÃO SE PROTEGEM

Crédito da Imagem: UOL

Não basta reclamar, é preciso entender por que as pessoas não se protegem

Por Esper Kallás* / Médico Infectologista

O que faz alguém aderir ao fumo, mesmo sabendo que poderá ter câncer? Por que negligenciar o uso de preservativos, se existe a ameaça de doenças como a sífilis e a Aids? Diante de tantas notícias sobre a pandemia, como deixar de se preocupar em contrair a Covid-19?

Notícias e estudos alertam para os riscos do relaxamento de medidas de proteção contra o novo coronavírus: abandono ou uso inadequado de máscaras, aglomerações, desrespeito às recomendações de distanciamento social ou, ainda, retomada de atividades que expõem pessoas ao risco de infecção, especialmente aqueles que podem desenvolver a forma mais grave da doença, como idosos ou pacientes com doenças crônicas.

interferência na percepção de risco ocorre em três níveis. O primeiro, e mais importante, é resultado de ação externa sobre a percepção individual. Políticas públicas, com normas de conduta, regras eventualmente sujeitas à punição em caso de descumprimento, como multas para quem não usa cinto de segurança, ou a obrigatoriedade do uso de máscaras em transporte público, são alguns exemplos de interferência externa.

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BRASIL REABRE SEM FAZER A LIÇÃO DE CASA

Mesmo testando pouco, não reduzimos o número de novos casos de Covid-19

Por Atila Iamarino

Europa reabre. Espanhóis e italianos voltam a circular. Ingleses voltam a dirigir. Em comum, os países têm algumas coisas: o sol e o interesse no movimento econômico do verão, mas também a diminuição do número de casos.

Adotaram isolamento social efetivo e seus líderes comunicaram claramente a importância da população seguir essas medidas. Reduziram o número de pessoas que alguém com o coronavírus infecta para menos de 1 na média (o famoso R0). Com menos de uma pessoa infectada por outra, o número de casos entra em declínio e o surto local entra em controle.

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“USO DE MÁSCARA DEVE SER OBRIGATÓRIO COMO O CINTO DE SEGURANÇA”, DIZ DIRETOR DO SÍRIO-LIBANÊS

Paulo Chapchap (Foto: Reprodução/Youtube)

O cirurgião e diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês, Paulo Chapchap, observa que as parcerias entre o poder público e a iniciativa privada são importantes para combater a pandemia do novo coronavírus, mas critica o relaxamento das medidas de isolamento social. Para ele o momento ainda “não é de abaixar a guarda” e o uso de máscaras deveria ser algo obrigatório.  “Estou estranhando que não seja ainda uma política nacional. Tem que ser obrigatório. É para proteger nossa vida, como cinto de segurança. Não vai ser para sempre”, disse Chapchap ao jornal O Globo

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ONDE PASSA UM BOI, PASSA UMA BOIADA

Postado por Blog do Valentin

Do Brasil de Fato

Essa expressão enquadra-se muito bem no que estamos vivendo ultimamente. Parece que vínhamos há muito tempo evitando que passasse o primeiro boi, até que se aprovou a Emenda Constitucional 95, em 2016, e, aí, abriram-se as porteiras para as reformas desestruturantes do Estado social.

A Constituição Federal de 1988 estabeleceu as bases para a construção de um Estado de Bem-estar, fundado na ideia da proteção social. Ali estava firmado um pacto social de solidariedade que seria balizador das políticas que deveriam ser implementadas para futuro. Era o nosso projeto de Nação. Além da proteção social, alicerçada sobre os pilares da saúde, assistência e previdência, todo um conjunto de direitos sociais foi estabelecido e precisava ser garantido pelo Estado e pela sociedade.

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA VAI PREJUDICAR MAIS POBRES, MULHERES E NEGROS, DIZ ESTUDO

Por Joana Mostafa e Paulo Theodoro / Via Brasil 247

ANTONIO CRUZ/ABR

Uma análise feita por consultores legislativos do Senado aponta que alguns aspectos da reforma previdenciária apresentada pelo governo Temer terão impacto negativo no País, sobretudo na vida dos trabalhadores em situação precarizada, que possuem menor nível de escolaridade e de menores rendimentos, mulheres e negros.

As críticas estão no relatório “(Des)proteção social: impactos da reforma da Previdência no contexto urbano”, de autoria dos consultores Joana Mostafa e Mário Theodoro. Confira aqui a íntegra do documento.

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