MÁSCARAS SOCIAIS: QUE USO FAZEMOS DELAS?

Conviver socialmente, muitas vezes, não é missão simples nem prazerosa. É preciso se adequar e até abdicar, em alguns momentos, do que realmente somos para conquistar boa imagem diante dos olhares alheios.

Por Joana Simão Valério/ Psicologia

Podemos entender as máscaras sociais como os papéis ou os personagens que desempenhamos em diferentes esferas da nossa vida e que são fundamentais para garantir a nossa adaptação social.  

As exigências e as pressões do exterior obrigam-nos a encarnar diferentes personagens, tais como os de profissional, colega, pai, filho, irmão ou amigo e isso traduz-se na tonalidade de voz, no tipo de discurso, na imagem e na expressão corporal que adotamos em diferentes contextos. 

Os nossos personagens servem a situação na qual nos encontramos e saber escolhê-los e usá-los, com consciência e responsabilidade, sabendo quem é o nosso verdadeiro Eu e que ele está sempre presente, é um indicador de flexibilidade e saúde mental. 

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CADA VEZ MAIS IREI SENTIR MENOS E RECORDAR MAIS

Com o passar do tempo aquela dor que sentimos pela morte de uma pessoa querida, pela partida de alguém que amávamos, por uma desilusão com um amigo, se atenua, se dilui, e começamos a recordar os momentos felizes, os sorrisos, a sentir as carícias das imagens do passado.

Com o passar do tempo, dos dias, dos anos, nossos sentimentos se suavizam e fabricamos nossas lembranças.

“Recordar um bom momento é sentir-se feliz de novo.”
-Gabriela Mistral-

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“SÓ SENTE ANSIEDADE PELO FUTURO AQUELE CUJO PRESENTE É VAZIO”. Sêneca

O principal defeito da vida é ela estar sempre por completar, haver sempre algo a prolongar. Quem, todavia, quotidianamente der à própria vida “os últimos retoques” nunca se queixará de falta de tempo; em contrapartida, é da falta de tempo que provém o temor e o desejo do futuro, o que só serve para corroer a alma. Não há mais miserável situação do que vir a esta vida sem se saber qual o rumo a seguir nela; o espírito inquieto debate-se com o inelutável receio de saber quanto e como ainda nos resta para viver. Qual o modo de escapar a uma tal ansiedade? Há um apenas: que a nossa vida não se projete para o futuro, mas se concentre em si mesma. Só sente ansiedade pelo futuro aquele cujo presente é vazio.

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PREPARE-SE PARA A MAIOR CAMPANHA DE MANIPULAÇÃO DA HISTÓRIA

“É mais fácil produzir consumidores do que subjugar escravos”

Por Jennifer Delgado Suárez / Psicóloga

Já começou. E nós somos o alvo.

O Gaslighting é uma forma de manipulação que nos faz duvidar de nossa própria sanidade – questionando o que experimentamos e visto – para aceitar a realidade, opinião e perspectiva que deseja impor o manipulador.

Não é um fenômeno novo. Em “1984”, George Orwell já havia feito referência a um Ministério da Verdade encarregado de reescrever a história e falsificar fatos, conforme a conveniência do sistema. Para conseguir isso, ele recorreu a todos os métodos à sua disposição, especialmente propaganda e mídia.

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O MEDO DE SER LIVRE PROVOCA O ORGULHO EM SER ESCRAVO

Do Pensar Contemporâneo

Há no homem um desejo imenso pela liberdade, mas um medo ainda maior de vivê-la. Algo parecido disse Dostoiévski, ou talvez eu esteja dizendo algo parecido com o dito pelo escritor russo.

No entanto, como seres significantes que somos, analisamos as coisas sempre a partir de uma determinada perspectiva e, assim, passamos a atribuir-lhes valor. Dessa maneira, até conceitos completamente opostos, como liberdade e escravidão, podem se confundir ou de acordo com o prisma de quem analisa, tornarem-se expressões sinônimas, como acontece no mundo distópico de George Orwell, 1984, em que um dos lemas do partido – “Escravidão é Liberdade” – é repetido à exaustão.

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COMO O HUMOR INFLUENCIA A SAÚDE?

Quando estamos de bom humor, nos sentimos mais enérgicos, vivos e saudáveis. Por outro lado, quando estamos emocionalmente mal, também sentimos que algo está errado em nosso corpo. Por que isso acontece?

Passamos décadas imaginando se as doenças podem estar relacionadas às nossas emoções e sentimentos. No entanto, isso se tornou evidente recentemente, quando os pesquisadores dedicaram parte dos seus estudos para analisar como o humor influencia a saúde.

Sabe-se que a dor depende, em certa medida, da nossa percepção, bem como do nosso humor. Também existem doenças que, embora tenham uma base biológica, não são totalmente explicadas por esse meio. Por isso, muitos profissionais apontam para uma possível origem psicológica.

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