MILÍCIAS DIGITAIS, ACUADAS, APOSTAM NO GOLPISMO

Pesquisador aponta: discurso de voto impresso mostra a desorientação dos grupos ultradireitistas no WhatsApp, agora sem financiamentos do “gabinete do ódio”. Com Lula de volta ao páreo, tentam desacreditar decisão nas urnas

Por David Nemer, em entrevista a Edson Veiga, na DW Brasil

Na rotina do pesquisador brasileiro David Nemer está ler, todos os dias, a atividade de dezenas de comunidades bolsonaristas. Em 2017, quando começou esse trabalho, eram apenas quatro grupos, todos de Whatsapp. Com o passar do tempo, ele acabou se inscrevendo também no Telegram.

“Hoje estou em 73 grupos, já que de um acaba saindo outro. Eles meio que se implodem [com o passar do tempo], e colocam convites de grupos nos próprios grupos. Uma bola de neve”, conta ele.

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MPF FEZ USO POLÍTICO DE REDES SOCIAIS E BENEFICIOU O BOLSONARISMO, AFIRMA ESTUDO DA FGV

Foto: Agencia Brasil

Do Brasil 247

Um estudo realizado por pesquisadores da Fundação Getulio Vargas (FGV) aponta que o Ministério Público Federal (MPF) se envolveu na ofensiva golpista contra a presidente Dilma Rousseff, afetando a governabilidade do país e beneficiando o bolsonarismo nas eleições de 2018. 

A pesquisa examinou um universo de 37.041 tuítes publicados pelo MPF desde sua entrada na rede social, em 2011, informa a jornalistaMônica Bergamo na Folha de S.Paulo.

O estudo mostra que o MPF forneceu à rede de apoiadores da Lava Jato e de Jair Bolsonaro informações contra seus inimigos políticos. 

O estudo cita como exemplo que no mês de outubro de 2018, jornalistas e blogueiros bolsonaristas como Alexandre Garcia e Allan dos Santos foram os perfis que mais se alimentaram de conteúdos do MPF. 

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ALEXANDRE GARCIA, LEDA NAGLE E QUEIROGA APAGARAM PROVAS DE SUAS MENTIRAS E DO NEGACIONISMO

Um levantamento mostra que o comentarista da CNN Brasil apagou mais de 500 vídeos
e deu explicações evasivas sobre o motivo. Será um efeito da CPI da Covid?

Por João Filho / The Intercept

O JORNALISTA ALEXANDRE GARCIA ficou contrariado quando seu colega da CNN Rafael Colombo fez uma pergunta simples, mas que lhe soou como uma provocação. O assunto era a ameaça de decreto feita pelo presidente na última quinta contra as medidas de lockdown adotadas por governadores e prefeitos. Alinhado ao bolsonarismo até o osso, Garcia disse que o presidente estava apenas garantindo o cumprimento do artigo 5º da Constituição, que garante o direito de ir e vir dos brasileiros.

Colombo observou então que esse mesmo artigo da Constituição garante também o direito à vida e devolveu a palavra para Garcia. O jornalista se calou, ficou em silêncio por 13 segundos, aparentemente em forma de protesto. Ao final da pausa dramática, emendou “eu não estou sendo entrevistado” e “não sei se volto amanhã”.

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SISTEMA DE ÓDIO TEM O OBJETIVO DE MATAR GENTE E DESUMANIZAR O RESTO

Publicada nesta quarta-feira, 24 de março de 2021 – André Stefanini/Folhapress

Por Marcelo Coelho

Há cem anos, uma peça de teatro apresentava ao mundo a palavra “robô”. Foi escrita pelo tcheco Karel Capek (1890-1938), e se chamava “R.U.R.” —esta a sigla da empresa que produzia os tais autômatos.

Não eram bem robôs de lata, como víamos nos antigos desenhos animados. Correspondiam mais a androides, feitos de proteína sintetizada em laboratório. A fábrica faz sucesso, liberando a humanidade de qualquer tipo de trabalho.

A palavra “robô” entrou para o vocabulário comum, mas a peça de Capek ficou bem menos conhecida. Não achei tradução para o português e, para dizer a verdade, acho que não faz muita falta.

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O LUCRATIVO NEGÓCIO DAS FAKE NEWS

Alex Jones e seu programa Infowars: plataforma de disseminação de teorias extremistas da conspiração

Empreendedores ideológicos e disseminadores de teorias conspiratórias faturam com produtos que vão muito além das ideias malucas. Atividade é rica fonte de dinheiro para indivíduos e organizações que disseminam mentiras.

Por Deutsche Welle

Toda propaganda é, em certo sentido, uma forma de falsificação. Mas, se antes a mensagem provavelmente tinha algo palpável para vender – um carro ou um hambúrguer, talvez –, hoje a mensagem em si costuma ser o produto. “A fonte de valor é o trabalho realizado pela audiência – afinal, esta é a atividade que produz a atenção do público, que é o bem que está sendo vendido”, diz Zoe Sherman, professora da faculdade de economia do Merrimack College.

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