“CLASSE C NÃO USA FACEBOOK PARA MOBILIZAÇÃO POLÍTICA, MAS A REDE MOTIVA O JOVEM A LER E ESCREVER”

Postado por Valentin Ferreira Como a classe C usa as redes sociaisMoradoras de um povoado na Bahia usam celular. JULIANO SPYER

Antropólogo Juliano Spyer retrata em livro como um povoado da Bahia usa e incorpora as redes sociais. Obra faz parte de série de universidade britânica que mergulha no cotidiano digital de nove países.

O antropólogo Juliano Spyer mergulhou no cotidiano de um povoado no norte da Bahia por 15 meses. Instalou-se, criou laços, adicionou e foi adicionado em centenas de contatos no Facebook e em seus grupos de WhatsApp. Passou a compartilhar os dramas sociais, enredos amorosos e memes da paisagem real e virtual, tanto pública quanto privada, da comunidade de cerca de 15.000 habitantes cujo nome ele preferiu preservar.

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VÍCIO EM CELULAR CHEGA A CONSULTÓRIOS E JÁ PREOCUPA MÉDICOS NO BRASIL

Postado por Valentin Ferreira Equipe responsável por atendimentos e pacientes no Hospital das ClinicasImage caption /Parte da equipe responsável por atendimentos (de frente, na imagem) e pacientes do grupo de terapia do Hospital das Clinicas da USP | Foto: Gui Christ/BBC Brasil
Renata Moura/ 

Desde a morte do pai, em 2013, *Mariana lutou contra a depressão e viu o quadro piorar ao mergulhar por horas a fio no Facebook. “Era como uma fuga, uma anestesia para esquecer problemas”. Significava também “procrastinar tarefas da casa e os estudos”. “Checava o celular o tempo inteiro. Estava viciada”.

Já na vida de *Luísa, 47 anos, o smartphone entrou como alternativa para relaxar à noite, após um longo dia de trabalho. Em poucos anos, virou o centro de conflitos com as filhas e o marido. “Reclamavam que eu tinha virado um zumbi, que fingia prestar atenção em conversas quando, na verdade, estava pensando em algo que li ou esperando mais uma curtida no Instagram. Era capaz de debater temas no Facebook, mas não conversava com minhas filhas”, disse Luísa à BBC Brasil.

A dependência tecnológica, que inclui o “uso abusivo” da internet, redes sociais, jogos e celulares, não é dimensionada no Brasil, mas já chega como pro

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INTERNET E REDES SOCIAIS, BIBLIOTECAS E LIXÕES

Por Valentin Ferreira

INTERNET E REDES SOCIAIS,  BIBLIOTECAS E LIXÕES

Valentin Ferreira

Em toda história, nunca as pessoas tiveram tanta disponibilidade de informações e em tantos e rápidos meios. A rede mundial e seus canais revolucionaram a comunicação e diminuíram o espaço e o tempo.

Registros de fatos chegam na a mesma velocidade que partem. Na tela de aparatos multiformes sucedem-se instantaneamente todo tipo de informações com origens nos mais recônditos pontos da Terra.

Acontecimentos trágicos normalmente, ganham potencial e preferência.

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A ELEIÇÃO DO POLEGAR CIBERNÉTICO

Por Jose Roberto Toledo /Via Tijolaço

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José Roberto de Toledo, no Estadão, traz dados sobre uma pesquisa do Ibope sobre a influência das diversas mídias na formação da decisão de voto nas eleições de 2018.

Que confirmam a percepção que a grande maioria das pessoas mais bem informadas já percebeu: a internet e as redes sociais serão o meio privilegiado de convencimento do eleitor.

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“TORTURA DE JOVEM TATUADO NA TESTA FOI FEITA PARA SER CONSUMIDA NAS REDES”

Por: Elpaís

A socióloga Ariadne Natal.

A socióloga Ariadne Natal. Foto;JOSÉ BENIGNO

Para a socióloga Ariadne Natal, ação se baseia na ideia equivocada de que agressão é dissuasiva “Ser vítima de violência não dá a ninguém autorização para reproduzir esse tipo de comportamento”

“Eu sou ladrão e vacilão”. As cinco palavras, tatuadas à força na testa de um jovem de 17 anos suspeito de tentar roubar uma bicicleta em São Bernardo do Campo, se espalharam nas redes sociais e grupos de WhatsApp. Mesmo em um país que lidera o ranking mundial de linchamentos e homicídios no mundo, acostumado às cenas de violência e a ver a população fazer o que considera ser justiça com as próprias mãos, a tortura do adolescente provocou repulsa –  mas também admiração.

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