REVOLTADO COM A POLÍTICA? RECLAME COM OS RICOS

Postado por Valentin Ferreira / Por André Barrocal/ da Carta Capital
Wilson Dias / Agência Brasil

Eunício Oliveira

Eunício Oliveira (PMDB-CE), um dos milionários do Senado, preside a Casa

por André Barrocal — 
Uma inédita pesquisa sobre o patrimônio dos políticos revela que os milionários dominam a cena e trabalhador não tem vez em eleição

A política brasileira está desmoralizada. Toda pesquisa mostra alta insatisfação popular, alimentada em grande medida pelos inesgotáveis escândalos de corrupção dos últimos anos. A julgar pelas fortunas dos políticos, o brasileiro, renda per capita de 1,2 mil mensais, deveria reclamar com a elite.

Os milionários dominam completamente a cena política. É assim de norte a sul, a começar pelo coração do País, Brasília. O patrimônio médio de cada um dos atuais 513 deputados federais era de 2,5 milhões de reais na época da eleição de 2014. O dos 27 senadores vitoriosos na campanha, de 17 milhões. 

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A NOVA TOMADA DE TRÊS PINOS, por Bernardo Mello Franco

Postado por Valentin Ferreira / da Folha SP
Pedro Ladeira/Folhapress
Deputados Lúcio Vieira e Vicente Cândido (relator) na comissão especial da reforma da política, que será votada no plenário da Câmara
Deputados Lúcio Vieira Lima e Vicente Cândido, presidente e relator da comissão da reforma política

Por Bernardo Mello Franco / Folha SP.

BRASÍLIA – Os feirantes da reforma política querem vender uma nova jabuticaba. Para driblar as críticas ao distritão, um sistema eleitoral adotado em apenas quatro países, decidiram apostar num modelo que não existe em país nenhum.

A gambiarra está sendo chamada de semidistritão, ou distritão misto. Foi inventada há poucos dias e pode ser aprovada nesta terça-feira. A ideia ganhou força na Câmara, embora poucos deputados sejam capazes de explicar do que se trata.

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NOVO SISTEMA POLÍTICO FAVORECERÁ DETERMINADAS ORGANIZAÇÕES

Postado por Valentin Ferreira  / Da Folha SP
                                                                         Lula Marques – 2.jul.2009/Folhapress
ORG XMIT: 340801_0.tif BRASÍLIA, DF, BRASIL, 02-07-2009, 13h40: Sombra de uma bandeira do Brasil em frente ao prédio do Congresso Nacional, em Brasília (DF). (Foto: Lula Marques/Folhapress)
Sombra de uma bandeira do Brasil em frente ao prédio do Congresso Nacional.
 Por Jânio de Freitas 
 

Marcola e Fernandinho Beira-Mar estão convidados a se tornarem próceres políticos. Com comando em todos os Estados onde suas organizações são bem-sucedidas. E com expressivas bancadas sob sua orientação na Câmara.

Não como convite, já como entrega, os evangélicos recebem as condições para compor, também na Câmara, a bancada mais poderosa como número de votos unificados. A mais propensa força a definir votações, portanto.

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A TRINCA DO “DISTRITÃO”

Postado por Valentin Ferreira / da Carta CapitalEduardo Cunha

O formulador que acabou na cadeia

por Mauricio Dias — 
Michel Temer, Rodrigo Maia vulgo “Botafogo” e Eduardo Cunha são os inventores de mais uma exceção que hoje figura ainda nas pretensões golpistas

Parlamento brasileiro, soma da Câmara e do Senado, tem o vício de alterar constantemente o processo político-eleitoral. Parece um caso de sedução ou de malandragem incontrolável. Ao longo das duas últimas décadas foram feitas 14 modificações. Mas não parou por aí e, agora, pode chegar a 15.

A comissão especial na Câmara, que trata das reformas, aprovou rapidamente nos últimos dias o texto-base que, se aprovado, vai alterar expressivamente, para candidatos e eleitores, os procedimentos da situação existente.

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REFORMA POLÍTICA: MUDANÇAS PRIVILEGIAM INTERESSES MENORES, DIZEM ESPECIALISTAS

postado por Valentin Ferreira / do Jornal do Brasil

O relatório está sob discussão na comissão. Se aprovado, a proposta segue para plenário“O intuito não é modernizar o sistema, mas encontrar um que beneficia a classe política”

Jornal do BrasilRebeca Letieri

Passada a denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB), os parlamentares correm contra o tempo para aprovar uma reestruturação do sistema eleitoral até o início de outubro, para que as novas regras possam valer nas eleições de 2018. As ideias principais em debate são a aprovação do ‘distritão’ – sistema em que serão eleitos os deputados federais mais votados em cada estado -, e do fundo de financiamento público de campanha, substituindo as doações empresariais. Contudo, especialistas analisam que as mudanças, na verdade, privilegiam interesses políticos.

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