PANDEMIA PREJUDICOU EMPREGO OU RENDA DE 62% DOS BRASILEIROS, DIZ PESQUISA

De acordo com levantamento feito no final de maio pelo PoderData, 60% afirmaram
terem deixado de pagar alguma conta no último mês

Por RBA

Emprego ou renda na pandemia ficaram piores para 62% dos brasileiros, segundo pesquisa realizada entre os dias 24 e 26 pelo PoderData e divulgada nesta segunda-feira (31). A coleta de dados mostra, ainda, que 60% dos entrevistados afirmaram terem deixado de pagar alguma conta no último mês.

O percentual, no primeiro quesito, é seis pontos percentuais menor do que o registrado no levantamento anterior (68%), feito um mês antes. No sentido oposto, 36% disseram não terem tido emprego e renda prejudicados por conta da pandemia, contra 30% da pesquisa anterior. O índice de quem afirmou não saber permaneceu nos 2%.

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CLASSE MÉDIA COLHE O PREJUÍZO DE SEUS PRECONCEITOS

Por Fernando Brito

Esqueça os princípios de humanismo, de solidariedade.

Deixe de lado a consciência de que todos somos seres humanos, com direitos essenciais e aspirações que nos unem como nação.

Não ligue para como lhe aperta o coração sair à rua sem ver corpos humanos estendidos na calçada, protegendo-se como podem – ou nem podem – do frio que está chegando. Desconsidere o medo e a tristeza de não poder andar 100 metros numa avenida movimentada sem que alguém venha lhe pedir algum dinheiro “para comer, moço”.

Abandone os conceitos de que temos em comum um país, uma vida coletiva e fuja da sabedoria do Tom Jobim de que “é impossível ser feliz sozinho”.

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DEPOIS DA “REFORMA” TRABALHISTA, EMPREGO PRECÁRIO CRESCE E SALÁRIOS CAEM

Estoque da Rais soma 47,5 milhões. Maior parte do crescimento em 2019 se concentra no trabalho intermitente ou parcial

Da Rede Brasil Atual

Mapa do trabalho formal no país, a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgada ontem (26) pelo Ministério da Economia, mostrou crescimento no estoque de empregos em 2019. Mas os dados mostram também queda na remuneração média – pelo segundo ano seguido. E uma explosão de vínculos precários, como os contratos intermitente e a tempo parcial, criados pela “reforma” trabalhista, implementada em 2017.

O estoque de empregos formais, que incluem celetistas e estatutários, chegou a 47.554.211. Em números absolutos, 923.096 a mais do que em 2018. Aumento de 1,98%. O trabalho intermitente (estoque de 156.756) cresceu 154,04%. E o parcial (417.450), 138,25%. Essas duas modalidades representam 62% do acréscimo registrado no ano passado. O melhor resultado da Rais é de 2014, com quase 50 milhões de vínculos (49,572 milhões).

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POR QUE OS EUA TÊM OS PIORES ÍNDICES DE POBREZA DO MUNDO DESENVOLVIDO

Milhares de famílias dependem da ajuda de bancos de alimentos nos EUA –GETTY IMAGES

Por Gerardo Lissardy /BBC News Mundo

Este é um dos grandes paradoxos dos nossos tempos: os Estados Unidos, país mais rico do mundo, têm alguns dos piores índices de pobreza no grupo dos países desenvolvidos.

Mais de meio século depois que o presidente Lyndon B. Johnson declarou “guerra incondicional à pobreza”, os EUA ainda não descobriram como vencê-la.

Desde a declaração de Johnson, em 1964, o país teve conquistas surpreendentes, como chegar à Lua ou gestar a internet. Entretanto, nesse período, conseguiu uma tímida redução no índice de pobreza, que caiu de 19% para cerca de 12%.

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MARCIO POCHMANN EM DEFESA DA ECONOMIA SOLIDÁRIA: ”Não virão do Estado as possibilidades de emprego e renda”

Debate no Fórum Social das Resistências, em Porto Alegre, criticou o cenário brasileiro de emprego e debateu alternativas de trabalho coletivo. Projeto de lei que regulamenta setor no Brasil precisa ser revisado na Câmara Federal

Da Carta Maior

“A economia solidária se coloca num plano mais desafiador (hoje). A perspectiva que o capitalismo fomentou desde a transição do trabalho escravo para uma sociedade salarial hoje está abandonada. Estamos deixando de ser uma sociedade com predomínio de trabalho assalariado e vêm crescendo várias outras formas de trabalho”,

Entrevista exclusiva com o economista Marcio Pochmann

Por que sistema capitalista gera tanta desigualdade no Brasil?

Usamos a palavra desigualdade para amenizar o que de fato ocorre, que é a exploração do trabalho.

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O POBRE ESPERA POR SUA VEZ NO GOVERNO BOLSONARO

O combate à pobreza é uma incógnita na Esplanada. Não se sabe qual a estratégia de Bolsonaro

Por Leandro Colon

O governo Bolsonaro se preocupa com os mais pobres? Tem políticas públicas para diminuir a miséria? Pensa em medidas para reduzir a desigualdade social?

Passado um ano de gestão, a única certeza é que, até agora, o Palácio do Planalto não contou o que quer e pretende fazer. O combate à pobreza é uma incógnita na Esplanada.

O presidente Jair Bolsonaro gastou, nos seus primeiros 12 meses, tempo com bobagens ideológicas nas redes sociais e vocabulário para atacar adversários e jornalistas.

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