A CIVILIZAÇÃO EXIGE RESPEITO PELA MORTE

O professor e ex-ministro da Educação Renato Janine Ribeiro – Foto de Mathilde Missioneiro – 4.fev.20/Folhapress

Por Renato Janine Ribeiro

Como muitos brasileiros, fiquei chocado com a cena de um restaurante em Gramado (RS), curiosamente chamado “Divino”, no qual um cliente e três garçons se exibiram dançando o meme do caixão, conforme noticiou a Folha na terça-feira (12). Também impressionou ver, nas manifestações pró-governo, gente simulando defuntos para brincar com a morte, obviamente, alheia. E jamais imaginei que uma atriz famosa, hoje secretária nacional de Cultura, se recusaria a prantear os colegas artistas mortos e, pensando só em si mesma, diria que está “leve, viva!”.

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EDUCAR PARA O RESPEITO, NÃO PARA A OBEDIÊNCIA OU O MEDO

Postado por Blog do Valentin

Pode surpreendê-lo, mas uma criança obediente não é uma criança feliz. Obediência é quase sempre alcançada através do medo, então o melhor é educar para que eles entendam imediatamente  que respeito, reciprocidade e empatia são construídos através do afeto sincero.

Certamente alguns pais não concordarão. De fato, muitos de nós fomos educados de acordo com as regras da psicologia comportamental que fazer algo errado envolve receber uma punição severa e, ao contrário, fazer a coisa certa leva a uma recompensa.

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O PRIMEIRO POST DESTE BLOG FOI A DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS

Postado por Valentin Ferreira

O primeiro post que este Blog publicou foi a íntegra da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU, que hoje completa 70 anos.

Mais que um documento histórico, é um código de conduta para construirmos uma sociedade justa e fraterna.

O preconceito e a imagem distorcida que muitos têm sobre direitos humanos acabam por não permitir a leitura deste documento tão importante.

Na íntegra AQUI

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UNIÃO ENTRE POBRES E CLASSE MÉDIA É A UNICA ESPERANÇA CONTRA A BARBÁRIE NO BRASIL

Postado por Valentin Ferreira

Por Tim Vickery(*) / BBC Brasil

O espaço público é sempre fascinante. Várias das minhas conversas mais interessantes acontecem no metrô. Outro dia, voltando de um jogo de futebol, um guarda municipal me disse a seguinte pérola, quando perguntei sobre as dificuldades da sua profissão: “(A população) não tem raiva do sistema. Tem raiva de não fazer parte do sistema”.

Achei uma sacada genial. Existe uma busca constante para se alcançar o status de ser exceção. O que vale para os outros não passa de uma armadilha para otários. Refleti bastante sobre isso na viagem, e mais ainda quando ficou difícil descer do trem por causa das pessoas com pressa para entrar. Trata-se de um retrato de uma sociedade com uma noção bem fraca de um conceito-chave: o bem comum.

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