BILIONÁRIOS SE PREPARAM PARA O FIM DA CIVILIZAÇÃO

Dezenas de refúgios compõem a sede da Vivos XPoint em Dakota do Sul.THE VIVOS GROUP

Crise do coronavírus disparou oferta e demanda de ‘bunkers’ projetados para enfrentar o apocalipse, com os endinheirados gurus do Vale do Silício como principais instigadores

Por Carlos Megia / El Pais

—Alô?

—Até que enfim, senhor DeMarest. Escute-me bem. O senhor precisa estar no aeródromo de Saint-Rémy em 16 minutos.PUBLICIDADE

—Como? O quê? E que horas são?

—8h34. Estamos tentando entrar em contato com o senhor e sua esposa há três horas para evacuá-los.

No terceiro episódio da festejadíssima série francesa L’Effondrement (”O colapso”), um bilionário protagoniza uma corrida contra o relógio para pegar um avião exclusivo para fugir da falência da civilização tal como a conhecemos.

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MAIS DOS RICOS, MENOS DOS POBRES

Elite brasileira paga menos impostos que a classe média e a população de baixa renda (freestocks.org)
A reforma tributária precisa reduzir os impostos indiretos e aumentar o imposto de renda de pessoas jurídicas

Por Frei Betto

O Planalto anuncia a reforma tributária. No Brasil, entre várias distorções, destaca-se o fato de o governo tributar pesadamente o consumo e a produção, quando deveria arrecadar mais da renda. Vigora hoje o imposto regressivo – quem é mais pobre e ganha menos paga, proporcionalmente, mais impostos que os mais ricos.

A tributação deveria ser progressiva – cobrar mais impostos sobre renda e patrimônio, e isentar quem ganha até R$ 4 mil. Assim, os 206 bilionários brasileiros contribuiriam mais para financiar os serviços públicos. Na tributação regressiva recolhem-se mais recursos nos impostos sobre consumo de bens (sabão, arroz, liquidificador etc.) e serviços (luz, água, lanchonete etc.). Os impostos embutidos em bens e serviços são pagos por toda a população, sem distinção de poder aquisitivo. A faxineira e o banqueiro pagam o mesmo por um quilo de batatas.

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OS DONOS DA BUFUNFA ACORDARAM?

Por Moisés Mendes

FIM DO SILÊNCIO?

Saiu a primeira nota de empresários contra os desmandos de Bolsonaro. A primeira, a única. É do Grupo de Investidores Sociais do Brasil (GIFE), formado por empresas ou entidades de grandes organizações brasileiras e estrangeiras, como Fundação Lemann, Itaú, Fundação Ford e C&A.
É uma defesa das ONGs contra os ataques do bolsonarismo, mas também uma tentativa de dizer que estão ao lado de “professores, jornalistas, artistas, cientistas e outras vozes plurais têm sido alvo de censura e desqualificação por seus trabalhos”.
Pode ser um sinal de que o empresariado começa a renegar Bolsonaro? A nota fica restrita ao desconforto com as agressões à atuação de ONGs e empresas no campo social e da informação e da cultura, sem referências a questões econômicas ou da macropolítica do bolsonarismo.

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