A CIDADE QUE SE RECUSOU A MORRER

Do Pensar a História

A cidade que se recusou a morrer: há 77 anos, em 27 de janeiro de 1944, chegava ao fim o Cerco a Leningrado, após quase 900 dias de resistência contra os invasores nazistas.Em junho de 1941, quase dois anos após o início da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha Nazista deu início à Operação Barbarossa, codinome dado à invasão da União Soviética pelas forças militares do Eixo. Adolf Hitler considerava a União Soviética como a maior inimiga do nazismo. Além de odiar o fato do país ser um sustentáculo internacional do ideário socialista, o líder alemão enxergava os eslavos e demais etnias que compunham o povo soviético como “raças inferiores”.

Assim, Hitler pôs em prática em um plano esboçado quase duas décadas antes, como atestado por passagens do Mein Kampf: anexar a porção europeia da União Soviética ao território alemão, ampliando o “Lebensraum”, isso é, o “espaço vital” do “povo ariano”, substituindo a população nativa por colonos alemães e submetendo o povo soviético à condição de mão-de-obra escrava em campos de concentração.

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COMO A MÁQUINA DE PROPAGANDA NAZISTA CRIOU UMA IMAGEM CASEIRA DE HITLER E ENGANOU O MUNDO

Da BBC Brasil

Em 16 de março de 1941, enquanto cidades europeias eram bombardeadas e judeus, confinados em guetos, a revista The New York Times Magazine publicava uma matéria ilustrada sobre o refúgio de Adolf Hitler nos Alpes de Berchtesgaden, no sul da Alemanha.

Em um tom neutro, o correspondente C. Brooks Peters escreveu que os historiadores do futuro deveriam dar atenção à importância do “domínio privado e pessoal do Führer”, um espaço em que as discussões sobre as frentes da guerra se entremeavam com “passeios com seus três cães pastores por trilhas majestosas pelas montanhas”.

Por mais de 70 anos ignoramos a recomendação de Peters de levar mais a sério os espaços domésticos de Hitler. Quando pensamos nos cenários de poder político do líder nazista, somos mais propensos a pensar no campo Zeppelin de Nuremberg (onde aconteciam desfiles do partido nazista) do que a sala de sua casa.

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8 DE MAIO DE 1.945: O QUE A HISTÓRIA NOS ENSINA?

Memorial do Campo de Concentração de Dachau – Munique.

Por Deutsche Welle

A queda de Berlim e o fim da Segunda Guerra vistos por uma criança

Alemão radicado no Brasil, Hans-Joachim Dieter Struck nasceu em Berlim em 1941 e testemunhou a tomada da cidade pelos russos, episódio que marcou o fim do conflito mundial na Europa, em 8 de maio de 1945.

“Ao longo de 1944, eu e meus dois irmãos moramos na fazenda da minha avó na Pomerânia, nos antigos territórios do leste da Alemanha. Havíamos sido evacuados de Berlim para escapar dos bombardeios. Foi uma época feliz. Eu não sabia o que era a guerra.

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O RELATO DO BRASILEIRO QUE SOBREVIVEU A AUSCHWITZ

De Auschwitz a SP, a trajetória de um sobrevivente: ‘No Brasil, você se sente abraçado’

Por Paula Adamo Idoeta e Felix Lima /BBC Brasil / Imagem: R7.com

Andor Stern, brasileiro de nascença que, aos 13 anos, estava escapando da perseguição na Hungria, terra natal de seus pais, acabaria capturado e viveria cerca de um ano no campo de concentração em Auschwitz, na Polônia, o maior e mais cruel símbolo do Holocausto. Os números que o identificavam no campo continuam tatuados em seu braço: 83892. Ele é tido como o único brasileiro nato a sobreviver a Auschwitz.

O local, cuja libertação ocorreu há 75 anos, pelo Exército soviético, em 27 de janeiro de 1945, é considerado o epicentro do Holocausto: estima-se que 1,1 milhão de pessoas (judeus em sua grande maioria) tenham morrido de fome, doenças ou em câmaras de gás no complexo de 40 campos de concentração de Auschwitz, que antes de ser ocupado pelos nazistas era um enorme quartel militar. Outras vítimas incluiam prisioneiros russos, poloneses, ciganos e gays.

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NAZISMO E COMUNISMO: PRINCIPAIS DIFERENÇAS

Foram as tropas da União Soviética que derrotaram o exército nazista em Berlim, pondo fim à Segunda Guerra Mundial

‘Nazismo é a negação da luta de classes, o oposto do comunismo’, explica sociólogo

Por Wagner Iglecias / Professor de Sociologia da USP-SP

Após exonerar o então secretário Especial de Cultura, Roberto Alvim, que copiou trecho do discurso do ministro da Propaganda da Alemanha Nazista, Joseph Goebbels, o presidente Jair Bolsonaro foi ao Twitter para repudiar o que chamou de “ideologias totalitárias, como o nazismo e o comunismo”. O deputado federal Eduardo Bolsonaro também publicou mensagem dizendo que pior que o nazismo é o “comunismo/socialismo”. Ele defendeu que, assim como o nazismo, a ideologia socialista também deveria ser criminalizada.

Outra argumentação rasteira procura misturar as ideologias afirmando que o nazismo, na verdade, é um movimento de esquerda, já que a legenda criada por Adolf Hitler adotava a nomenclatura de Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães. Para o professor da Universidade de São Paulo (USP) Wagner Iglecias, doutor em Sociologia, afirmar que o nazismo é de esquerda é uma espécie de “terraplanismo”, e a tentativa de igualar as duas ideologias “não procede”, dadas as suas diferenças essenciais.

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