COMO A FOME VIVIDA NO ÚTERO E NA INFÂNCIA PREJUDICA O CORPO POR DÉCADAS

Criança com fome durante o ‘hongerwinter’ holandês; é nas crianças e nos bebês no
útero que os efeitos são mais preocupantes

Por Paula Adamo Idoeta/ BBC News Brasil

Uma tragédia humanitária vivida sob o nazismo, em um dos países atualmente com um dos melhores indicadores de desenvolvimento humano do mundo, tem desde então trazido lições ao mundo a respeito dos impactos da fome extrema sobre bebês que ainda nem tinham nascido.

Era o inverno de 1944 na Holanda, que na época estava parcialmente ocupada pela Alemanha nazista.

Durante meses, as tropas alemãs bloquearam o suprimento de comida para grandes partes do território holandês, deixando 4,5 milhões de pessoas em situação de fome extrema.

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EM LIVRO, A HISTÓRIA DE MULHERES JUDIAS QUE LUTARAM CONTRA O NAZISMO

Duas mulheres da resistência capturadas pelos nazistas na invasão ao gueto de Varsóvia em 1943 (DW)

Do D.W.

É um dia frio de inverno, em fevereiro de 1943, no gueto judeu de Bedzin, uma cidade na Polônia ocupada pela Alemanha nazista. Em meio a casas superlotadas impõe-se um edifício especial: o coração da organização juvenil de judeus Freiheit (liberdade, em alemão) e sede da resistência judaica contra os nazistas.

Mulheres e homens estão ali reunidos para tomar uma decisão memorável. Eles conseguiram obter documentos que lhes permitiram contrabandear algumas pessoas para fora dos territórios ocupados. Deveria então a líder do grupo, a judia polonesa Frumka Plotnicka, usar esses documentos para viajar até Haia e representar a comunidade judaica perante o Tribunal Penal Internacional (TPI)?

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A CIDADE QUE SE RECUSOU A MORRER

Do Pensar a História

A cidade que se recusou a morrer: há 77 anos, em 27 de janeiro de 1944, chegava ao fim o Cerco a Leningrado, após quase 900 dias de resistência contra os invasores nazistas.Em junho de 1941, quase dois anos após o início da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha Nazista deu início à Operação Barbarossa, codinome dado à invasão da União Soviética pelas forças militares do Eixo. Adolf Hitler considerava a União Soviética como a maior inimiga do nazismo. Além de odiar o fato do país ser um sustentáculo internacional do ideário socialista, o líder alemão enxergava os eslavos e demais etnias que compunham o povo soviético como “raças inferiores”.

Assim, Hitler pôs em prática em um plano esboçado quase duas décadas antes, como atestado por passagens do Mein Kampf: anexar a porção europeia da União Soviética ao território alemão, ampliando o “Lebensraum”, isso é, o “espaço vital” do “povo ariano”, substituindo a população nativa por colonos alemães e submetendo o povo soviético à condição de mão-de-obra escrava em campos de concentração.

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COMO A MÁQUINA DE PROPAGANDA NAZISTA CRIOU UMA IMAGEM CASEIRA DE HITLER E ENGANOU O MUNDO

Da BBC Brasil

Em 16 de março de 1941, enquanto cidades europeias eram bombardeadas e judeus, confinados em guetos, a revista The New York Times Magazine publicava uma matéria ilustrada sobre o refúgio de Adolf Hitler nos Alpes de Berchtesgaden, no sul da Alemanha.

Em um tom neutro, o correspondente C. Brooks Peters escreveu que os historiadores do futuro deveriam dar atenção à importância do “domínio privado e pessoal do Führer”, um espaço em que as discussões sobre as frentes da guerra se entremeavam com “passeios com seus três cães pastores por trilhas majestosas pelas montanhas”.

Por mais de 70 anos ignoramos a recomendação de Peters de levar mais a sério os espaços domésticos de Hitler. Quando pensamos nos cenários de poder político do líder nazista, somos mais propensos a pensar no campo Zeppelin de Nuremberg (onde aconteciam desfiles do partido nazista) do que a sala de sua casa.

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8 DE MAIO DE 1.945: O QUE A HISTÓRIA NOS ENSINA?

Memorial do Campo de Concentração de Dachau – Munique.

Por Deutsche Welle

A queda de Berlim e o fim da Segunda Guerra vistos por uma criança

Alemão radicado no Brasil, Hans-Joachim Dieter Struck nasceu em Berlim em 1941 e testemunhou a tomada da cidade pelos russos, episódio que marcou o fim do conflito mundial na Europa, em 8 de maio de 1945.

“Ao longo de 1944, eu e meus dois irmãos moramos na fazenda da minha avó na Pomerânia, nos antigos territórios do leste da Alemanha. Havíamos sido evacuados de Berlim para escapar dos bombardeios. Foi uma época feliz. Eu não sabia o que era a guerra.

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