O FANTASMA DE ALFRED DREYFUS, UM INOCENTE.

Alfred Dreyfus

Por Weiller Diniz

Há 130 anos a França condenava o capitão Alfred Dreyfus, sentenciado pelo crime de alta traição, acusado falsamente de repassar informações militares aos inimigos alemães. Dreyfus é referência mundial para simbolizar o terror de Estado e a perseguição a inocentes, mais que o próprio Herodes da era bíblica. A condenação foi uma conspiração grotesca que demandou 12 anos para ser desconstruída diante das reiteradas negativas e muitas chicanas dos algozes militares para eclipsar a injustiça.

A nova leva de diálogos atribuídos a Sérgio Moro e aos procuradores da Lava Jato nos remete a essa infame mácula da arbitrariedade. Deles jorram ilegalidades com odores pútridos e é exposto um conjunto estarrecedor de conspirações que violaram a ordem jurídica, o Estado Democrático de Direito e massacraram a sagrada defesa. Com a cruz nas mãos e o diabo no coração, corromperam a base republicana que fingiam defender.

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A CORRUPÇÃO NO BRASIL

No Brasil a corrupção foi além das instituições do judiciário e das forças armadas, atacou a própria alma da nação

Por LUIZ AUGUSTO E. FARIA*

A palavra corrupção tem como significado primeiro, no Dicionário Houaiss, deterioração, decomposição física de algo, putrefação. Corrupção é a característica maior da sociedade brasileira desde 2016. Característica esta que foi introduzida na vida nacional por um movimento inicialmente imperceptível porque se apresentava como sua antítese, os processos da Lava Jato. O grupo chefiado por Sergio Moro agiu para corromper a vida política do país tendo como objetivo retirar do poder a articulação então dominante liderada pelo PT.

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O JUIZ MORO JÁ TERIA MANDADO PRENDER O EMPRESÁRIO MORO

A corrupção à americana é mais sutil. E como esquecer o Moro dos embargos?

Por Reinaldo Azevedo

egundo os critérios com que o então juiz Sergio Moro conduziu a Lava Jato —e ele a conduziu, não é mesmo?—, o agora “sócio-diretor” da Alvarez & Marsal estaria em prisão preventiva, que seria decretada no mesmo dia em que se efetuaria um espalhafatoso mandado de busca e apreensão em seus endereços, devidamente acompanhado por ao menos uma equipe de televisão, previamente avisada. Tudo combinado com os parças do MPF.

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MORO E A DEFESA DE UM CORRUPTO

ImagemReprodução

Por Cristina Serra

Ex-ministro da Justiça foi contratado por bilionário israelense acusado de corrupção, sonegação e lavagem de dinheiro. Deve-se ao repórter Rafael Neves, do site The Intercept, a informação de que Sergio Moro foi contratado pelo bilionário israelense da mineração Benjamin Steinmetz. A encomenda para Moro é um parecer jurídico a ser usado pela defesa do empresário, na Justiça britânica, numa disputa contra a brasileira Vale, de quem já foi sócio na Guiné.

O bilionário é acusado de ter corrompido o governo do país africano para obter uma licença de exploração de minério de ferro. Steinmetz também é alvo da Justiça na Suíça (onde já esteve preso), nos Estados Unidos e em Serra Leoa por suspeita de lavagem de dinheiro, sonegação de impostos, violações de direitos humanos e à legislação ambiental. Ele nega os crimes.

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HUCK E MORO SÃO PARTE DO PROBLEMA, NÃO A SOLUÇÃO

Luciano Huck e Sergio Moro

Por Cristina Serra

O dedo podre de Bolsonaro e 2022

A eleição municipal traz elementos importantes para o cenário de 2022. Bolsonaro ganhou o troféu dedo podre de 2020. Seu fracasso como cabo eleitoral mostra que ele pode ser derrotado daqui a dois anos. Já é um começo, mas é pouco.

No campo oposto, o desempenho de Boulos (PSOL) na cidade mais importante do país mostra que a esquerda está viva e encontra ressonância no eleitorado. Com apenas duas semanas até o segundo turno, o desafio de Boulos é gigante, enquanto seu aliado preferencial, o PT, lambe as feridas de uma derrota tão esmagadora quanto previsível no seu berço político.

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O CAVALEIRO DA HIPOCRISIA

Charge por Aroeira

Por Fernando Brito

Não é para qualquer um, não.

Ser chamado de “hipócrita” no The New York Times é realmente algo no padrão Sergio Moro, como acontece hoje, num artigo de Gaspard Estrada, diretor executivo do Observatório Político para a América Latina e o Caribe da Universidade Sciences Po, em Paris.

Para ele, Moro meteu-se num “terreno pantanoso” ao deixar o governo Bolsonaro e passar a atacar o presidente, mas na sua “mudança repentina do ministro estelar de Bolsonaro para seu perseguidor, há um paradoxo de que os brasileiros não devem perder de vista”:

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