A CONSPIRAÇÃO CONTRA A LISURA DA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL NÃO FOI DE UMA FIGURA SÓ

Por Janio de Freitas

Nem concluída ainda a votação, o Supremo Tribunal Federal já confirma a parcialidade de Sergio Moro contra o ex-presidente Lula da Silva, e nisso traz dois sentidos subjacentes. Se por um lado recompõe alguma parte da questionada respeitabilidade judiciária, por outro acentua a omissão protetora aos parceiros na deformação, pelo então juiz e a Lava Jato, do processo de eleição para a Presidência.

Muitas vezes identificado com Moro, o ministro Edson Fachin foi, no entanto, o proponente da aprovada anulação das sentenças contra Lula, invocando, entre outras, uma razão obscurecida no noticiário: constatou que o inquérito não encontrou prova alguma que ligasse o caso do apartamento em Guarujá a qualquer ato de corrupção na Petrobras, mas os procuradores fizeram tal acusação a Lula e Moro o condenou por isso. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região, do Sul, manteve e até aumentou a condenação, seguindo o conturbado relatório do juiz João Gebran.

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DENÚNCIA DO LE MONDE: MORO TRABALHOU PARA INTERESSSES DOS EUA NA LAVA JATO

Do BRASIL 247

reportagem do jornal francês Le Monde, que revela que o ex-juiz Sergio Moro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal por parcialidade, trabalhou para os Estados Unidos, ao conduzir a Operação Lava Jato, que destruiu 4,4 milhões de empregos no Brasil, segundo o Dieese, ao quebrar construtoras e a indústria naval, chegou ao portal Uol, que procurou Moro para comentá-la. Questionado, Moro preferiu não comentar a acusação de que cometeu também o crime de traição nacional, ao defender interesses de um outro país.

“O jornal francês Le Monde publicou hoje uma longa reportagem, em que afirma que houve influência do governo dos Estados Unidos na criação da Operação Lava Jato, com conexão com ex-juiz Sergio Moro, um dos responsáveis por julgar os processos”, aponta a reportagem do Uol. “A reportagem do Le Monde não indica se ouviu Moro nem se pediu seu posicionamento a respeito das afirmações feitas a respeito dele. O UOL procurou a assessoria do ex-juiz, mas ele ainda não se manifestou sobre a reportagem do veículo francês”, aponta ainda o texto.

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O FANTASMA DE ALFRED DREYFUS, UM INOCENTE.

Alfred Dreyfus

Por Weiller Diniz

Há 130 anos a França condenava o capitão Alfred Dreyfus, sentenciado pelo crime de alta traição, acusado falsamente de repassar informações militares aos inimigos alemães. Dreyfus é referência mundial para simbolizar o terror de Estado e a perseguição a inocentes, mais que o próprio Herodes da era bíblica. A condenação foi uma conspiração grotesca que demandou 12 anos para ser desconstruída diante das reiteradas negativas e muitas chicanas dos algozes militares para eclipsar a injustiça.

A nova leva de diálogos atribuídos a Sérgio Moro e aos procuradores da Lava Jato nos remete a essa infame mácula da arbitrariedade. Deles jorram ilegalidades com odores pútridos e é exposto um conjunto estarrecedor de conspirações que violaram a ordem jurídica, o Estado Democrático de Direito e massacraram a sagrada defesa. Com a cruz nas mãos e o diabo no coração, corromperam a base republicana que fingiam defender.

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A CORRUPÇÃO NO BRASIL

No Brasil a corrupção foi além das instituições do judiciário e das forças armadas, atacou a própria alma da nação

Por LUIZ AUGUSTO E. FARIA*

A palavra corrupção tem como significado primeiro, no Dicionário Houaiss, deterioração, decomposição física de algo, putrefação. Corrupção é a característica maior da sociedade brasileira desde 2016. Característica esta que foi introduzida na vida nacional por um movimento inicialmente imperceptível porque se apresentava como sua antítese, os processos da Lava Jato. O grupo chefiado por Sergio Moro agiu para corromper a vida política do país tendo como objetivo retirar do poder a articulação então dominante liderada pelo PT.

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