VÍDEO: “REFORMA DA PREVIDÊNCIA TEM ABSURDOS CRUÉIS”, afirma Eduardo Moreira

Da Revista Fórum

economista Eduardo Moreira, conhecido por ser ex-banqueiro e hoje ser ativista por uma economia mais inclusiva, com menos desigualdade, é o entrevistado de hoje (24) no programa Entre Vistas, da TVT. “Você trabalhou 20 anos de um lado e, de repente, olha e pensa que: ‘Meu lado não é esse. Para ser do lado do Brasil, tenho que mudar’”, apontou o apresentador Juca Kfouri. “Isso requer alta dose de coragem, porque está mexendo com a única coisa intocável, os bancos”, completou.

 

 

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BANCOS: QUEM TEM MEDO DA CONCORRÊNCIA?

Postado por Valentin Ferreira

Por Guilherme Santos Melo /Brasil Debate (*)

Diante do cenário de alta concentração e pouca competição, uma ideia inovadora surgiu no debate público: a introdução do conceito de progressividade tributária sobre o custo do crédito

O sistema bancário no Brasil é um dos mais concentrados do mundo. Os cinco maiores bancos concentram mais de 80% dos ativos totais em 2016, índice bastante elevado em comparação com a média internacional. Entretanto, o que mais chama atenção é que o custo médio do crédito no Brasil é bastante superior ao de outros países do mundo, mesmo em países com concentração bancária similar à do Brasil. Isso se deve, em parte, ao maior custo de captação e a taxa de inadimplência, mas também se relaciona com a margem líquida dos bancos e com a taxação sobre as operações de crédito. Ou seja, nosso sistema bancário concentrado compete pouco entre si, o que explica em parte a dificuldade de acesso e o elevado custo do crédito.

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OS ENDIVIDADOS

Postado por Valentin Ferreira

Segundo Negri e Hardt, vivemos um momento de transição nas formas de exploração capitalista: de uma ordem baseada na hegemonia do lucro (pela exploração do trabalho industrial), transitamos para uma ordem dominada pela renda, em que a dívida é um elemento central para produzir a subordinação e construir os elos de uma nova servidão.

Sessenta e três milhões e seiscentos mil brasileiras e brasileiros deixaram de pagar contas que deviam e tornaram-se “ficha suja” nos serviços de proteção ao crédito.1 Esses inadimplentes são nada menos que 42% da população adulta do país. Mas não nos esqueçamos de que a questão das dívidas é maior: elas pesam não apenas sobre esses inadimplentes, mas também sobre todos aqueles que conseguem manter em dia o pagamento de suas dívidas com grandes dificuldades, mediante esforços e sacrifícios cada vez maiores.

O crescimento da inadimplência é geral, ocorre em todo o país, com destaque para a região Sudeste, que em junho acusou aumento de 9,88%, se comparado com o mesmo mês do ano anterior. Essa tendência de crescimento dos inadimplentes vem se expressando desde outubro de 2017.

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A DESUMANIZAÇÃO DA ECONOMIA, Por Luiz Gonzaga Belluzzo

Postado por Valentin Ferreira
Diante de qualquer política de amparo aos mais necessitados, grita-se populismo.

Na revista New Yorker, o britânico John Lanchester, autor do livro How to Speak Money, escreveu um artigo instigante a respeito das relações entre Economia e Humanismo.

Em 1974, escreve Lanchester, sete países africanos juntaram forças para combater a cegueira dos rios, doença tropical provocada pela picada de insetos. A Organização Mundial da Saúde supervisionou o programa, um sucesso retumbante que impediu a cegueira de milhares de africanos pobres.

Convidados para avaliar os resultados, economistas do Banco Mundial não foram capazes de afirmar se valeu a pena o esforço coletivo. Na opinião da turma da ciência econômica, a análise de custo-benefício foi “inconclusiva”. Os beneficiados eram tão pobres que preservar sua visão tem baixo impacto monetário.

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PRIMEIRO AS PESSOAS, DEPOIS O LUCRO: UM DOCUMENTO DO VATICANO SOBRE O SISTEMA FINANCEIRO

Postado por Valentin Ferreira“Este novo documento Vaticano exige que não ignoremos os profundos e persistentes problemas revelados pela crise financeira mai grave desde a Grande Depressão”, escreve Faggioli
Dois dias depois do aniversário do documento Rerum Novarum (1891), escrita pelo Papa Leão XIII, dois dicastérios da Cúria Romana — a Congregação para a Doutrina da Fé e o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral — publicaram um documento intitulado Oeconomicae et pecuniariae quaestiones: Considerações para um discernimento ético sobre alguns aspectos do atual sistema econômico-financeiro. Seus trinta e quatro parágrafos vão dos princípios morais gerais a propostas concretas para reformar o sistema financeiro internacional.
Endereçado “a todos os homens e mulheres de boa vontade”, o documento apresenta uma análise do sistema financeiro, considerando a crise que começou em 2007. A grande mensagem do documento é que a indústria financeira é incapaz de se governar adequadamente; uma “adequada regulação” exige intervenção governamental. E da forma como se apresenta, o sistema é inseguro. Isso agrava a desigualdade e se sustenta na exploração dos fracos e dos pobres. A documento chega a denominar os produtos financeiros conhecidos como derivados de
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