A SIMPLICIDADE DO POETA PARAIBANO

Há 94 anos, em 16 de junho de 1927, nascia o dramaturgo, romancista, ensaísta e poeta paraibano Ariano Suassuna.

Do Pensar a História

Expoente da literatura nordestina, Ariano Suassuna é considerado um dos maiores dramaturgos brasileiros de todos os tempos. Sua obra tem como marca a valorização da cultura popular, evocando o cotidiano das massas e exaltando o sertanejo comum, ao mesmo tempo em que satiriza as classes altas e os poderosos e denuncia a injustiça social.

Ariano é autor de alguns dos textos mais populares da história do teatro brasileiro, nomeadamente o “Auto da Compadecida” — comédia dramática combinando elementos da literatura de cordel e da tradição barroca que o projetou nacionalmente na década de cinquenta. Doutor “Honoris Causa” por diversas universidades brasileiras, Ariano teve suas obras traduzidas para vários idiomas e foi eleito em 1990 para para a cadeira de número 32 da Academia Brasileira de Letras.

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O CRISTIANISMO E O COMUNISMO PRIMITIVO

Postado por Blog do Valentin

Em artigo inédito, Augusto Buonicore analise as relações entre o cristianismo e o comunismo, trazendo reflexões Rosa Luxemburgo, Kautsky para mostrar como a luta dos trabalhadores e a religião se desenvolveram ao longo dos séculos até os dias atuais, e alerta: Tomemos cuidado com esses novos Messias que agora defendem os ricos, disseminam o ódio aos diferentes, a tortura, o armamento geral e até o genocídio.

Por Augusto C. Buonicore(*) /Fundação Maurício Grabois

“Hoje sois vós, com as vossas mentiras e ensinamentos, que sois pagãos, e somos nós quem traz aos pobres, aos explorados, as novas da fraternidade e da igualdade. Somos nós quem está a marchar para a conquista do mundo como fez aquele que outrora proclamou que é mais fácil a um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que a um rico entrar no reino do céu”. Rosa de Luxemburgo, revolucionária comunista alemã.

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O QUE É SER DE ESQUERDA HOJE? O QUE FAZER AQUI-E-AGORA?

Postado por Blog do Valentin

Professor do IE-Unicamp, Fernando Nogueira da Costa, falou à Carta Maior por ocasião do aniversário de 18 anos de atividades.Frente a tamanha ignorância e ao permanente ataque das fake news, Carta Maior  criou a editoria Debate Maior que abordará conceitos como esquerda, direita, progressismo, liberalismo, entre outros, esclarecendo temas muito ditos, mas pouco debatidos. Eis a análise do professor:

Em país onde não há um sistema bipartidário, cada qual contendo diversas tendências, mas sim um sistema partidário muito fragmentado – e nem sempre por razões ideológicas, mas por interesses programáticos ou personalistas –, em geral, há um segundo turno eleitoral para a escolha de mandatários de cargos majoritários. Aí, então, ocorre forçosamente uma polarização binária entre “direita” e “esquerda”.

Na última eleição brasileira, seja pela incapacidade de aliar-se, seja pela necessidade de renovar-se com novas lideranças populares, a esquerda foi derrotada pela predominância do chamado “antipetismo” após três mandatos – e um golpe. Uma reação equivocada de cada ala seria buscar se distinguir mais ainda em uma autofagia com o auto isolamento partidário. Depois do filtro, terminaria tão “puro”, ideologicamente, quanto pode ser só um indivíduo.

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A VELA A “DEUS” E A CONTINÊNCIA A MEFISTÓFELES

Postado por Valentin Ferreira

O artigo de Vladimir Safatle,  publicado na Folha de São Paulo e replicado neste blog na data de ontem com o título Nós, o Lixo Marxista, foi um dos mais acessados. Aproveitando o assunto, replico hoje matéria de Mario Sergio Conti, também da Folha, que  trata  do inspirador do socialismo, o “satã” que habita as cabeças dos atuais ocupantes dos palácios brasilienses.

Eis o artigo sob o título Cavalgaduras à caça de Marx.

“A majestade do “Fausto”, de Goethe, obstrui a fruição do esplêndido poema dramático alemão. Acrescente-se à fama fáustica um século e tanto de teses emboloradas, de empoladas notas de pé de página. Elas mais envelhecem que dão viço ao doutor que vendeu a alma a Mefistófeles.

Esse argumento foi defendido por Brecht, em 1954, num estudo ao qual deu o título certeiro de “A Intimidação Através do Classicismo”.

Algo assim ocorre hoje no Brasil. Aqui, um bando de brutamontes macambúzios só ejacula ao maltratar Marx, do qual não leu uma parca página.”

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NÓS, O LIXO MARXISTA, Por Vladimir Safatle

Postado por Valentin Ferreira   É preciso calar quem não se contenta com a vida imposta pelo novo governo

Tomou posse o primeiro governo eleito de extrema direita do Brasil. Com ele, não há negociação alguma possível. Nem ele procura alguma forma de negociação com aqueles que não comungam com seus credos, que não louvam seus torturadores e que não acham que “é duro ser patrão no Brasil”.

Não há razão alguma para se enganar e acreditar em certa normalidade: a lógica que irá imperar daqui para a frente é a da guerra. Pois isso não é um governo, é um ataque.

Já o discurso do sr. Jair Messias foi claro. Questões econômicas e sociais estiveram em segundo plano enquanto as duas palavras mais citadas foram “deus” e “ideologia”. Deus estava lá, ao que parece, para nos livrar da “crise moral” por que passa a República brasileira.

Isso, diga-se de passagem, há de se conceder ao sr. Jair Messias: vivemos mesmo uma crise moral profunda. Ela está instalada no cerne do governo brasileiro.

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