ASSIM CHEGAMOS À ERA DO FUTILITARISMO

Imagem: Enrico Robusti

Neoliberalismo desmantela argumento de que a busca das vantagens individuais sempre resultará no bem comum e valoriza lógica de ações e emoções que não prestam para nada. Parte da juventude sai em busca de uma vida com sentido

Por Por Neil Vallelly no Roar Magazine | Tradução: Vitor Costa / Fonte:

Do Site Outras Palavras

Durante séculos, economistas e filósofos teorizaram o valor da utilidade: como ela molda a divisão do trabalho, como influencia a escolha do consumidor e contribui para as concepções de boa vida ou de bem comum. Filósofos utilitaristas, como Jeremy Bentham e John Stuart Mill, afirmavam que maximizar a utilidade – a capacidade de um objeto de causar prazer ou reduzir a dor – era o ingrediente mágico da felicidade. Economistas, dos clássicos aos neoclássicos e neoliberais, conceberam indivíduos e consumidores como “maximizadores de utilidade” racionais, e Karl Marx afirmava que “nada pode ser um valor sem primeiro ser um objeto de utilidade”.

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PESSOAS QUE GOSTAM DE FICAR SOZINHAS: CARACTERÍSTICAS PSICOLÓGICAS

Você se considera uma pessoa que gosta de ficar sozinha? Você conhece alguém com um círculo social muito pequeno? Existem algumas características interessantes que tendem a prevalecer nesse tipo de pessoa.

Embora o ser humano seja um animal social, é muito comum encontrar pessoas que gostam da solidão e amam estar com elas mesmas.

No entanto, sentir-se confortável na solidão não é sinônimo de misantropia ou egoísmo. É até comum que quem tem prazer em ficar sozinho valorize muito a boa companhia e seja um ser humano gentil e respeitoso.

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CADÊ A CULTURA POLÍTICA?

Na apertada balsa que pretende conduzir a nação a um futuro melhor, atirem-se ao mar os sem mandato, os sem toga e os sem farda. Alguém deve pagar a conta. E ela sobra, invariavelmente, para os mais pobres.

Por Frei Betto

Cadê o novo? Cadê a moralidade? Dá vontade de fazer eco a Stanislaw Ponte Preta: “Restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos!”

De nada adianta o desalento diante das maracutaias do Ministério da Saúde, das propinas na compra de vacinas que salvam vidas, das rachadinhas familiares. Desopilar o fígado nas redes digitais é acender fósforo para conferir se há gasolina no tanque.

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POR UMA FELICIDADE VADIA

Associado ao êxito individual, o ser feliz tornou-se obrigação tormentosa. Pode ser,
porém, o desfrute de uma vida sem medos; os convívios que permitem encarar o
incerto e a tristeza; e uma ética que, prezando o cuidado, desafia os moralismos

Por Antoni Aguiló, no Público | Tradução: Simone Paz

Desde 2013, a ONU reconhece o dia 20 de março como o Dia Internacional da Felicidade. Hoje em dia, a felicidade parece um significante vazio, explorado em excesso, até a exaustão. Abraça tantos significados diferentes, que praticamente cabe tudo nela: desde o consumo de Viagra, até os livros de Paulo Coelho.

Apesar da banalização do termo, ao longo das últimas décadas o neoliberalismo impôs a crença de que a felicidade era fruto do esforço e do talento individual, prêmio que ganhamos por sermos produtivos e competitivos. É o típico discurso da meritocracia liberal, onde cada um chega onde quer com base em seu próprio valor. Para isso, a meritocracia nos introduz a necessidade contínua do “sempre mais”: treinar mais, trabalhar mais, demonstrar mais, ter mais seguidores nas redes sociais, etc. A felicidade torna-se prisioneira entre as frias paredes do cálculo e da eficiência.

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POR QUE NUNCA NASCERAM TANTOS GÊMEOS NO MUNDO COMO AGORA

A taxa de gêmeos nascidos em todo o mundo aumentou em um terço desde os anos 1980

Por BBC Brasil

Cada vez mais gêmeos estão nascendo no mundo, mas pode-se ter atingido o pico desses nascimentos, segundo pesquisadores.

Cerca de 1,6 milhão de gêmeos nascem a cada ano em todo o mundo — uma em cada 42 crianças.

Gestações mais tardias e intervenções médicas, como a fertilização in vitro, aumentaram a taxa de nascimentos de gêmeos em um terço desde os anos 1980, particularmente nas regiões mais ricas do mundo.

Mas pode ser que esse índice comece a diminuir em breve, pois o foco dos tratamentos médicos para fertilidade tem mudado para apenas um bebê por gravidez, o que torna a gestação menos arriscada.

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PARA PROFISSIONAIS, EMPREGO DO FUTURO VAI EXALTAR TRAÇOS HUMANOS

Imagem: Reprodução de O Globo

Por Eduardo Sodré

Representantes de diferentes áreas resgatam o passado, analisam o presente e vislumbram suas ocupações daqui a 30 anos

Convidados a fazer uma viagem pelo tempo, engenheiros, médicos, advogados, economistas e professores falaram sobre como eram suas profissões no início dos anos 1990, como estão hoje e o que se espera do futuro.

“O engenheiro deixará de ser essencialmente cartesiano para ter mais foco nas interações humanas, sendo menos lógico e mais biológico”, diz Rogério Caldas, que entrou no mercado em um momento de crise. “O início dos anos 1990 foi marcado por um longo período de recessão, com queda na atividade industrial.”

Mauro Zilbovicius, professor da USP e membro do conselho curador da Fundação Vanzolini, afirma que o processo de desindustrialização do país prejudicou a engenharia e fez profissionais migrarem para o setor financeiro. Hoje ele prepara seus alunos para uma carreira longeva.

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