COLAPSO EM MANAUS É FRUTO DE UM PROJETO MACABRO

Parentes assistem a funeral de vítimas da covid-19 no cemitério Nossa Senhora Aparecida
em Manaus, AmazonasImagem: MICHAEL DANTAS / AFP

Colapso em Manaus não é acidente, mas fruto do projeto bolsonarista.

Por Leonardo Sakamoto

Manaus está sem oxigênio em hospitais. Pacientes estão sufocando.

O aumento súbito na demanda por leitos de UTIs para covid-19 e por oxigênio ocorre duas semanas após as festas de final de ano. Nesse período, o presidente da República, mais uma vez, plantou irresponsabilidade ao incentivar as pessoas a ignorarem o isolamento social e a aglomerarem-se. Segundo ele, medo da covid é coisa de “maricas” e “todo mundo morre um dia”. O impacto negativo de seu governo consegue superar o de qualquer mutação do coronavírus.

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ESTADO ZERO: MINISSÉRIE SOBRE A REALIDADE DOS IMIGRANTES REFUGIADOS. BASEADA EM FATOS REAIS

Foto: Divulgação Netflix

Composta por 6 episódios, Estado Zero é descrita como uma minissérie oportuna para os dias de hoje. Na trama, quatro desconhecidos se cruzam em um centro de detenção de imigrantes no meio do deserto australiano – uma comissária de bordo fugindo de uma seita, um refugiado afegão e sua família, um jovem pai cansado de seu emprego e uma burocrata tentando abafar um escândalo.

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A SOLUÇÃO ESTÁ DEBAIXO DE SEUS PÉS

Primeiro, cuide da paciência; segundo, paciência; terceiro, paciência (Unsplash/ Jeremy Thomas

Paciência ajuda a transformar situações terríveis em experiências valiosas

Por Eleonora Santa Rosa*

Esta semana começou com o forte desejo de deslocamento, de reencontro com amigos queridos, poucos, afinal a pandemia também serviu para mostrar a face mesquinha e desleal de alguns tantos, a turma da farinha pouca meu pirão primeiro, e com o sentimento de saturação, desassossego com a situação do país, dos mais afligidos, das hordas de gentes mal consideradas e tratadas por governos de araque, corruptos, que roubam respiradores, fraudam auxílios emergenciais, massacram indígenas e ribeirinhos, afrontam a história e as raízes de nossa cultura, desprezam a arte e cospem nos artistas, que consideram o uso de máscara “coisa de viado”, de brutamontes ignorantes erigidos a líderes partidários, de tipos grosseiros, desqualificados, militantes incansáveis da política de achincalhes e ofensas pelas redes sociais, enfim, de país que purga, de modo doloroso e cruel, seus erros, suas omissões, seu jeitinho, sua imodéstia e sua falta de responsabilidade cívica.

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É NÓIS POR NÓIS

Quem é que vai cantar a dor que nóis sente?

Quem é que vai sangrar na linha de frente?

Quem é que vai somar, fortalecer a corrente?

Se não for nóis por nóis, quem é que vai ser pela gente?

A286, “Nóis por nóis”

Por Silvio Caccia Bava / Le Monde Diplomatic

Agora que a situação se complica, o coronavírus chega às periferias das grandes cidades, às favelas, ao interior, às regiões mais pobres do país; agora que a morte, o desemprego e a fome batem à porta, de quem essas pessoas podem esperar amparo, proteção, cuidados? A quem elas poderão recorrer?

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241.000 CASOS DE COVID-19; MAIS DE 16.000 MORTES. O BRASIL REAL SOFRE.

São Paulo tem o maior número de casos confirmados (62.345), seguido de Ceará (24.255) e Rio de Janeiro (22.238)

O Brasil registrou 485 novas mortes pelo novo coronavírus (Covid-19) nas últimas 24 horas, totalizando 16.118. Até ontem (16), eram 15.633 mortes notificadas. A letalidade (número de mortes pela quantidade de casos confirmados) da doença no país está em 6,7%, a mesma de ontem (16).

O país teve 7.938 novos casos confirmados e chegou ao total de 241.080. Até o sábado, eram 233.142 infectados.O número de recuperados, de acordo com o boletim diário do Ministério da Saúde, chegou a 94.122, 39% do total de infectados. Outros 130.840 casos (54,3%) estão em acompanhamento. Há ainda 2.450 mortes em investigação.

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FUJA DA SÍNDROME “FOMO”, QUE ATACA ATÉ NO CARNAVAL

Foliãs em bloco no RIo. PILAR OLIVARES REUTERS

Excesso de possibilidades e exibição nas redes sociais formam coquetel que mina a satisfação

Por Jenny Moix Queraltó / El País

Toni chega sistematicamente tarde a todos os encontros. E se há uma coisa que o caracteriza é a pressa. Sua tremenda impontualidade não vem do fato de ser lento, mas de levar a vida como uma concentração de atividades coladas umas nas outras. Por mais depressa que ande, nunca pode chegar a tempo. Uma frase resume sua essência: “Não quero desperdiçar a vida.” E aí está a raiz da sua conduta.

Na sociedade em que vivemos, se algo nos define é estarmos sempre acelerados, e não apenas no mundo do trabalho, mas também em nossos momentos de lazer, inclusive em festas como o Carnaval. Fugimos de um medo que temos escondido em todas as nossas células: que chegue o final de nossas vidas e que nos arrependamos de não tê-la vivido mais intensamente ou de tê-la desperdiçado.

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