DISSE MORO: “SE EU FOSSE PARA A POLÍTICA, MEU TRABALHO PERDERIA CREDIBILIDADE”. E FOI.

Imagem: Blog do Esmael

Três juristas – Lenio Streck, ex-promotor e professor universitário; Marco Aurélio de Carvalho, fundador da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia) e coordenador do Grupo Prerrogativas e Fabiano Silva dos Santos, mestre em Direito pela PUC-SP – escreveram este artigo publicado na Folha:

Saibam todos quantos lerem: Lula é inocente!

Por incompetência e parcialidade do juiz, nada restou dos processos ficcionaisAntigamente, as escrituras públicas anunciavam: “saibam todos quantos esta virem que no ano da graça de nosso senhor”… Pois, do modo como parte da grande mídia trata das anulações e arquivamentos das ações que existiam contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), parece se exigir uma espécie de escritura pública para tratar do tema —para que se tenha fé pública contra incautos, mentirosos, maledicentes e pessoas que distorcem fatos.

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ACREDITA QUEM QUER: ARREGO DE BOLSONARO É SÓ PARA INGLÊS VER.

Foto: Reprodução

Fernando Brito em seu Blog (Quanto tempo dura?)

Embora todos saibam – ou deveriam saber – que nada é sincero em Jair Bolsonaro, seu recuo covarde do que disse ainda na terça-feira, com a suas ameaças e valentia nos cenários que ele próprio, durante 2 meses, cuidou meticulosamente de construir, algumas lições pode-se tirar disso.

A primeira é que alguma parte – melhor, porque era quase toda – da elite brasileira se satisfaz com com uma pantomima democrática e só condenava Bolsonaro pelos exageros aos quais, por alguns dias, ele abjurou na carta escrita com a sombria assessoria de Michel Temer. O dinheiro reagiu rapidamente, sempre acreditando que Bolsonaro, se não fizer marola, é a melhor chance que tem em 2022.

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A LENGA-LENGA DA CONSTRUÇÃO DE HARMONIA ENTRE PODERES É FARSA. Por Jânio de Freitas

Reunião entre os Poderes, no Palácio da Alvorada, com o presidente da Câmara,
Arthur Lira (PP-AL), à frente – Raul Spinassé – 24.mar.21/Folhapress

O descompromisso com a franqueza das atitudes é próprio do político profissional, e uma das suas diferenças essenciais para o militante de ideias que está na política. Mas a aplicação de vícios do profissional a circunstâncias de alta gravidade, como é o atual ataque à ação legítima do Judiciário, alia-se ao intuito antidemocrático e até o estimula. É o que estão mostrando os presidentes do Senado e da Câmara, com o presidente do Supremo como coadjuvante.

A lenga-lenga da construção de harmonia entre os Três Poderes, fantasiada pelos três e por um profissional da politicagem, não é mais do que farsa. Movida a palavrório de lugares-comuns e reuniões para mais entrevistas, resulta em serviço à crescente agitação de Bolsonaro contra as defesas da democracia.

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O VOTO EVANGÉLICO E O STF

Religião não pode ser critério para ocupação de nenhuma função pública

Por Cristina Serra

Na sessão de abril passado em que o Supremo Tribunal Federal, acertadamente, manteve o fechamento temporário de templos religiosos, o Brasil estava no pior momento da pandemia. Apesar disso, o advogado-geral da União, André Mendonça, que é pastor evangélico, defendeu a reabertura das igrejas em nome da liberdade de religião.

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