“O AMOR NOS DÁ MAIS MEDO DO QUE O SEXO”, diz Sexóloga

Postado por Blog do ValentinA sexóloga Lorena Berdún fala sobre os relacionamentos nos tempos do Tinder.

Encontrar um parceiro era, até pouco tempo atrás, uma atividade paralela à existência, sem muito barulho, a menos que alguém fosse muito estranho ou especial. Mas parece que a vida terceirizou esse serviço, que está agora a cargo de sites de namoro e, para quem tem mais dinheiro, das modernas agências matrimoniais com seus serviços de matchmaking, coach de casal ou diagnóstico emocional.

Não só os quarentões divorciados, com um histórico de queixas e um alto nível de exigência inversamente proporcional ao de tolerância e aceitação, veem como suas expectativas de encontrar sua meia-laranja são tão numerosas quanto as de encontrar um bom emprego.

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COMO O CÉREBRO HUMANO LIDA COM O TINDER

Postado por Valentin Ferreira

O primeiro homem que Sally conheceu no Tinder parecia promissor.

“Tivemos uns papos muito bons”, diz. Eles saíram mais duas vezes e se falavam constantemente, tendo trocado cerca de 80 mensagens.

E aí, sem nenhum explicação, ele mandou uma mensagem cortando ela de sua vida.

“Como ele não tinha nenhuma ligação comigo, ele foi brutal”, diz Sally, de 30 anos, uma maquiadora de Londres.

Ela aderiu ao Tinder há dois anos, após o fim de um relacionamento, e há pouco tempo se inscreveu no happn, outro app que junta pessoas que já cruzaram seus caminhos (fisicamente).

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FARTOS DO TINDER: A SOLIDÃO ESTÁ VIRANDO O GRANDE NEGÓCIO DO SÉCULO XXI

Postado por Valentin FerreiraGeorgina Campbell e Joe Cole em ‘Hang the DJ’, episódio de ‘Black Mirror’.

Agências ressurgem como uma alternativa eficaz e profissional na busca de um par para os decepcionados com os sites de encontros

Por Rita Abundancia / do El País

Sem dúvida, a solidão será o grande negócio do século XXI. Há alguns meses lia uma reportagem em uma revista norte-americana que dizia que nos EUA já há pessoas que, por dinheiro, passeiam com outras do mesmo modo que levam os cachorros de outras para dar uma volta, as que não têm tempo para fazer isso. Nesse caso, os clientes pagam para ter uma pessoa com quem conversar por algum tempo, realizar alguma atividade ou tomar um café.

Mas se as relações pessoais estão complicadas na era das comunicações, as amorosas estão ainda mais. As redes sociais que prometiam conectar as pessoas acabaram por isolá-las, e os sites de encontros que se vislumbravam como eficientes e rápidos arranjadores virtuais de um par transformaram o divertido flerte em uma tarefa mais típica de agência. Registrar-se, preencher formulários, responder a e-mails e passar horas e horas diante de uma tela antes de chegar ao difícil, … Continue Lendo

POR QUE A CULPA NÃO É DO TINDER

Por Valentin Ferreira
Do Blog: Pensar Contemporâneo

Estava conversando com meu sobrinho sobre aplicativos de encontros, trocando ideias e experiências, quando ele me disse: “os aplicativos sempre servindo para nos apresentar pessoas interessantes… só que não”. Respondi a ele que os aplicativos são apenas ferramentas e que não podem fazer milagre. Eles nos mostram quem está disponível no “mercado” e supostamente interessado em ter um relacionamento afetivo ou sexual.

Há uma tendência generalizada de se “culpar” os aplicativos, a internet ou a tecnologia de forma geral pela queda na qualidade dos relacionamentos de hoje em dia. É como se o fato de usarmos um aplicativo para celular pudesse nos transformar em pessoas piores, passíveis de descartar outras pessoas em um piscar de olhos. Aliás, não… é como se isso acontecesse com todos os outros – menos com a gente. O que mais se vê são pessoas reclamando que não encontram outras pessoas interessantes, mas, por que será que essas pessoas não se encontram? Se quase todo mundo comenta a mesma coisa, quem são esses outros, afinal?

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