AS SEQUELAS DOS AGROTÓXICOS PARA TRABALHADORES RURAIS

Postado por Valentin FerreiraApós chegada de agrotóxicos, zonas rurais registram aumento de casos de câncer, bebês com má-formação e puberdade precoce. Nova lei pode relaxar análise sobre impacto de agroquímicos na saúde.

Estudo constatou que casos de más-formações congênitas têm relação com a intensa exposição aos agrotóxicos

Para entender o aparecimento de doenças até então desconhecidas na pequena comunidade de Tomé, região da Chapada do Apodi, Ceará, os moradores pediram ajuda da ciência. A desconfiança aumentou depois do nascimento de bebês com malformação e de sinais da puberdade em crianças de um ano de idade.

Com 2.500 habitantes, a maioria das famílias em Tomé trabalha em fazendas que se instalaram na região a partir dos anos 2000, estimuladas por projetos de irrigação. Com os extensos cultivos de melão, melancia e banana, que também seguem para a Europa, chegaram os agrotóxicos – pulverizados por aviões e tratores.

“Os achados são alarmantes”, afirma Ada Pontes Aguiar, médica e pesquisadora da Universidade Federal do Ceará (UFC). “No nosso estudo, constatamos que os casos de malformações congênitas e puberdade precoce têm relação com a intensa exposição dessas crianças e suas famílias aos agrotóxicos na região”.

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EM CINCO MESES, 36 TRABALHADORES SÃO ASSASSINADOS EM CONFLITOS NO CAMPO

Por: Cida de Oliveira, da RBA

Imagem: CPT

A chacina de 10 trabalhadores rurais na manhã da última quarta-feira (24), em uma reintegração de posse de um acampamento na Fazenda Santa Lúcia, município de Pau d’Arco, no sudeste do Pará, elevou para 36 o número de assassinatos só em 2017 – mais da metade dos 61 registrados em 2016. Os dados são da assessoria de comunicação da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

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