QUEM VAI PAGAR A CONTA?

Por Fábio Konder Comparato*

Ninguém mais duvida que a humanidade sofre no presente uma das maiores catástrofes dos últimos cem anos.Os seus efeitos, em todos os campos da vida humana, são ainda incomensuráveis porque, de um lado, não há uma previsão segura da duração da hecatombe e, de outro, porque até hoje não chegamos a construir instituições de âmbito planetário, nem mesmo, para atuar eficazmente no terreno sanitário. A instituição internacional que chegou mais perto de fazê-lo foi a Organização Mundial da Saúde, mas ela se limita fazer recomendações, as quais nem sempre – como se está a ver no Brasil – são levadas a sério.

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“NOSSO PROBLEMA NÃO É FALTA DE DINHEIRO”

Nada se compara ao parasita brasileiro

Por Ladislau Dowbor /Outras Palavras

Primeiro, a coisa óbvia: nosso problema não é falta de dinheiro. Com um PIB de 6,8 trilhões de reais e uma população de 210 milhões, o que produzimos hoje representa 11 mil reais por mês por família de quatro pessoas. Com o que produzimos hoje, mesmo sem procurar uma igualdade opressiva, apenas uma desigualdade menos obscena, dá para todos viverem de maneira digna e confortável. Nosso problema não é pobreza, e sim desgoverno. Ou, para dizê-lo de maneira hoje atualizada, é falta de governança, de fazer o conjunto funcionar.

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UÉ, PARA GERAR EMPREGO PRECISA TIRAR DINHEIRO DE DESEMPREGADOS?

Postado por Blog do Valentin

Por Valentin Ferreira

A proposta de geração de emprego para os jovens no chamado “emprego verde amarelo”  pode f**er  de verde amarelo os desempregados que terão descontos de 7,5% nos pagamentos do seu seguro desemprego.

É quase certo que o Congresso reduzirá a pó a proposta , já que o desgaste político será inevitável. Abaixo reproduzo o  artigo de Kennedy Alencar, com mais argumentos sobre a proposta.

Congresso deve derrubar pedágio de desempregados para gerar empregos

O Congresso Nacional pretende derrubar a cobrança de contribuição previdenciária de 7,5% de trabalhadores que recebem o seguro-desemprego. Essa previsão consta da MP (Medida Provisória) 905, editada pelo presidente Jair Bolsonaro a fim de criar o programa “Emprego Verde e Amarelo” para jovens entre 18 e 29 anos.

Há no Congresso o sentimento de que é injusto cobrar de desempregados a cobertura da desoneração (redução de tributos) de empresas para que elas gerem empregos. Não faz sentido criar emprego cobrando um pedágio dos mais pobres e dando benefícios aos mais ricos.

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VÍDEO: POR QUE OS POBRES PAGAM MAIS IMPOSTOS QUE OS RICOS?

Postado por Blog do Valentin

Por que nos países latino-americanos a parcela mais rica da população e as grandes empresas pagam poucos impostos enquanto a classe média e a população mais pobre são obrigadas a arcar com a maior parte da carga tributária? E por que, no geral, não há retorno dessa tributação em serviços públicos de qualidade?

Essas perguntas são respondidas no vídeo “Por que a tributação na América Latina é tão injusta?”, produzido pela Internacional de Serviços Públicos (ISP) em parceria com o Le Monde Diplomatique Brasil e apoiado pela Fundação Friedrich Ebert (FES). Lançado nesta quarta-feira, 2 de outubro, o material apresenta de maneira didática e aprofundada essa polêmica questão, em meio ao crescente debate sobre a reforma tributária na política brasileira e latino-americana.

Por Le Monde Diplomatic.

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BANCOS: QUEM TEM MEDO DA CONCORRÊNCIA?

Postado por Valentin Ferreira

Por Guilherme Santos Melo /Brasil Debate (*)

Diante do cenário de alta concentração e pouca competição, uma ideia inovadora surgiu no debate público: a introdução do conceito de progressividade tributária sobre o custo do crédito

O sistema bancário no Brasil é um dos mais concentrados do mundo. Os cinco maiores bancos concentram mais de 80% dos ativos totais em 2016, índice bastante elevado em comparação com a média internacional. Entretanto, o que mais chama atenção é que o custo médio do crédito no Brasil é bastante superior ao de outros países do mundo, mesmo em países com concentração bancária similar à do Brasil. Isso se deve, em parte, ao maior custo de captação e a taxa de inadimplência, mas também se relaciona com a margem líquida dos bancos e com a taxação sobre as operações de crédito. Ou seja, nosso sistema bancário concentrado compete pouco entre si, o que explica em parte a dificuldade de acesso e o elevado custo do crédito.

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COMO O BRASIL ALIMENTA A DESIGUALDADE SOCIAL?

Por Valentin  FerreiraEducação pública de baixa qualidade, sistema tributário injusto e aposentadorias privilegiadas ajudam a formar uma das sociedades mais desiguais do planeta.

A riqueza brasileira é distribuída de forma extremamente desigual. Somados, os seis brasileiros mais ricos têm o mesmo patrimônio que os 100 milhões na base da pirâmide social – e a maior parte destes são pardos ou negros, descendentes de escravos trazidos da África durante os 350 anos de escravidão no Brasil.

Esse processo de desigualdade tem suas origens na escravidão. “Mas é um processo que se alimenta e se reproduz o tempo todo. Então ficar olhando apenas para um passado distante não é muito produtivo”, comenta o economista Samuel de Abreu Pessoa, da empresa de consultoria Reliance. 

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