ÀS RUAS NO 19J

Manifestação de 29 de maio na Av. Paulista contra Bolsonaro e por vacina (Foto: Mídia Ninja)

Raimundo Bonfim

A pandemia segue matando e Bolsonaro segue zombando das vítimas, passeando de moto com seguidores negacionistas e desestimulando o uso de máscaras de proteção. Enquanto isso, o Brasil se aproxima de meio milhão de vidas perdidas, 14,8 milhões de desempregados, 19 milhões passando fome. Como não se revoltar e não se indignar com 500 mil mortes, quando sabemos que uma grande parte poderia ter sido evitada, se o governo não tivesse sabotado a compra de vacinas, conforme já está provado pela CPI da Covid-19? É contra os crimes, o genocídio e o negacionismo que voltaremos às ruas neste sábado (19). Mais uma vez os movimentos populares urbanos estarão nas ruas, ao lado da juventude, das mulheres, dos negros e negras e de todos e todas que defendem a democracia, a liberdade, os direitos e de todos que querem o fim deste governo da morte e da destruição do nosso país.  

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BUTANTAN PODERIA TER FORNECIDO O DOBRO DE VACINAS ATÉ MAIO SE BOLSONARO NÃO TIVESSE ATRAPALHADO

O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, durante depoimento na CPI da Pandemia.EVARISTO SA / AFP

Dimas Covas detalha na CPI da Pandemia percalços nos contratos com Ministério da Saúde, que já havia rejeitado propostas da Pfizer. Se ambos os contratos tivessem sido firmados quando propostos, cerca de 50 milhões de brasileiros já teriam sido imunizados, mais que o dobro do contingente atual

Por Afonso Benites / El País

Antes de assinar o contrato para a compra de 46 milhões de doses de vacina do Instituto Butantan, em janeiro deste ano, o Governo Jair Bolsonaro rejeitou duas propostas do órgão e deixou de receber até 60 milhões de doses ainda em 2020. A informação consta de depoimento do presidente do Butantan, o médico Dimas Tadeu Covas, na Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia do Senado Federal nesta quinta-feira. Se somadas as doses da Pfizer rejeitadas pela pasta, é possível afirmar que o Ministério da Saúde ignorou ao menos sete propostas para a compra de vacinas contra o coronavírus. “O Brasil poderia ser o primeiro país do mundo a iniciar a vacinação, não fossem os percalços do caminho. Tanto para o contrato quanto no ponto regulatório”, disse Dimas Covas.

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VACINA? SÓ SE FOR ESCONDIDINHO

Por Gabriela Prioli

A abertura da CPI nos mostrou uma coisa: Bolsonaro, quando quer, sabe se organizar, desde que seja para defender seus próprios interesses. Em poucos dias, a Casa Civil produziu uma lista de acusações mais completa e detalhada do que a própria comissão. Ele sabe o que ele fez.

Não se organizou antes porque o motivo não lhe parecia bom o suficiente. Trabalhar para salvar a própria pele, vá lá, mas se o risco que se apresenta for a morte de centenas de milhares de brasileiros, o esforço não vale a pena ou não interessa.

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A REVOLTA DA VACINA

Por CARLOS EDUARDO ARAÚJO*

Uma vez como tragédia, a outra como farsa.

“Semana maldita, some-te, mergulha no grande abismo insondável do tempo, onde há esquecimento para tudo” (Olavo Bilac).

Tenho como propósito, neste texto, estabelecer um paralelo entre a Revolta da Vacina, na sua versão histórica e trágica, ocorrida em novembro de 1904, durante o governo do presidente Rodrigues Alves e a “revolta da vacina”, em sua variante farsesca, que vem ocorrendo hodiernamente, por várias capitais do país, arregimentada pelo bolsonarismo, nestes tempos sombrios da presidência de Jair M. Bolsonaro.

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