RITUAIS PARA A FELICIDADE

Sentir os atos mais vulgares como aventura espiritual é um desafio proposto pelas religiões orientais
(Isaac Holmgren / Unsplash)

Frei Betto /Dom Total

É preciso saber enxergar um palmo além do chão, da parede, do teto ou mesmo das convicções que nos norteiam. Tudo depende de nossa cabeça. Somos, como seres humanos, aquilo que está gravado em nossa mente: ideias, noções, fantasias, impressões.

Se fomos educados na crença de que há pessoas superiores a outras devido à cor da pele ou nos deixamos convencer, pela publicidade, que pilotar um carro a 300 km/h é mais nobre que lutar para combater a fome, então nossos atos serão regidos pelo racismo ou pelo culto aos ídolos do consumismo.

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A FELICIDADE DOS ANTIGOS E A INFELICIDADE DO HOMEM MODERNO

Ao contrário dos antigos, o homem moderno perdeu sua harmonia com a natureza, perdeu
a capacidade de ordenar sua vida pela razão

Por Michel Aires de Souza Dias[1] / Jornal GGN

Os antigos gregos pensaram sua existência e ordenavam sua vida a partir da ideia de Cosmo, palavra grega que significa  ordem.  O mundo era compreendido como um todo universal ordenado, possuindo uma racionalidade intrínseca à sua própria natureza. O problema ético de como devemos viver a vida era determinada por essa noção.  O conhecimento visava um aprimoramento da vida interior e deveria determinar as normas universais da própria existência. Cabia a cada qual, através da razão,  buscar as normas universais que deviriam guiar sua própria existência, propiciando o conhecimento de como enfrentar as adversidades da vida,  de como se viver melhor e de como atingir a serenidade interior. A vida dos antigos tinha uma finalidade (telos), deveria ser guiada pela ideia de natureza.

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EM ESPECIAL DA TV GLOBO, LÁZARO RAMOS LANÇA LUZ SOBRE A QUESTÃO RACIAL

Nesta sexta (20), vai ao ar o especial de Manuela Dias, que ele dirigiu, na Globo (Reprodução Redes Sociais)

Da Agencia Estado/Via Dom Total

Todos os dias deveriam ser de cidadania, de celebração da consciência negra, do empoderamento feminino, da afirmação LGBTQIA+, mas Lázaro Ramos reconhece a importância simbólica de um dia para comemorar. “As pessoas estão sempre tão imersas nas suas coisas que precisam dessas datas para parar um pouco, e pensar.” Este que ficará como o ano da pandemia será também o do Black Lives Matter. Em todo o mundo houve protestos provocados pela morte de George Floyd, e no Brasil houve o caso João Pedro. Mas Lázaro não considera que as tragédias de 2020 façam deste ano, e da comemoração do 20 de novembro – dia de Zumbi dos Palmares -, uma data mais importante.

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JAIR: NÃO ADIANTA IR A IGREJA REZAR…

Por Blog do Valentin

Por Valentin Ferreira

Na década de 70, Fernando Mendes compôs e  cantou: “Não adianta ir a Igreja rezar e fazer tudo errado”… Na história recente, o  Brasil nunca teve um presidente “igrejeiro” como o atual. Até aí nada contra.  As Igrejas ditas Cristãs pregam os princípios dos Evangelhos, e dentre elas, estão aquelas frequentadas pelo presidente.

Assim, esperava-se que o presidente mantivesse como norte de seu governo, os princípios de Justiça, Igualdade, Fraternidade e outros valores ali expressos deixados por Jesus.

O que se vê entretanto, são atos e palavras que colidem frontalmente com tais valores.  Defender torturadores, agredir e humilhar pessoas, difundir o ódio, acobertar suspeitos criminosos, omitir-se em questões cruciais como meio ambiente, direitos humanos e sociais, são  no mínimo desrespeito e agressões àqueles objetivos.

 

 

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GUERRA DE VALORES

Postado por Valentin Ferreira

Do Le Monde Diplomatique

Não nos iludamos, vivemos apenas um interregno em um processo que deve se acirrar depois de 1º de janeiro, quando toma posse o novo governo. Ocupados com a montagem da equipe ministerial, Bolsonaro, seus generais e os grupos evangélicos que o apoiam deram uma trégua na guerra de valores que está orientando a estratégia de recrutamento de sua equipe.

Colocando a economia de lado, porque esta será dirigida por economistas ultraliberais provenientes do mercado financeiro, inspirados por sua formação na Escola de Chicago e orientados a promover em larga escala a privatização de estatais para atender aos interesses especialmente do grande capital internacional e a direcionar os recursos públicos para alavancar os processos de acumulação, o governo que se constitui tem como projeto político a defesa de valores conservadores e de uma moral fundamentalista.

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