PAÍSES MAIS REJEITADOS POR BOLSONARO IMPULSIONAM O AGRONEGÓCIO

Venezuela lidera as importações de arroz; China, as de soja; e o Irã, as de milho

Por Mauro Zafalon/Folha

Os países mais rejeitados por Jair Bolsonaro tiveram grande importância para o agronegócio brasileiro no ano passado. Vários produtos saídos das lavouras e das pastagens nacionais tiveram como destino essas nações.

Um exemplo típico é o do arroz. Graças aos venezuelanos e cubanos, os gaúchos puderam receber preços recordes pelo cereal no ano passado.

E na hora da falta desse cereal internamente, devido ao grande volume exportado, os argentinos e os paraguaios foram os que garantiram o abastecimento dos brasileiros.

Bolsonaro deve ter perdido a calma ao ver reluzentes caminhões com a bandeira venezuelana trazerem oxigênio para reduzir os efeitos do descontrole da pandemia em Manaus.

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BOLSONARO: DE OLHO NA VENEZUELA E DE COSTAS PARA O BRASIL

Postado por Blog do Valentin

(Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira que o Brasil se solidariza com o povo da Venezuela, país onde o líder da oposição Juan Guaidó disse ter apoio dos militares para depor o governo de Nicolás Maduro, e afirmou que o Brasil apoia a liberdade do país vizinho.

Em declarações em sua conta no Twitter, o presidente chamou Maduro de “ditador” e o vinculou a partidos que são oposição a seu governo no Brasil.

“O Brasil se solidariza com o sofrido povo venezuelano escravizado por um ditador apoiado pelo PT, PSOL e alinhados ideológicos. Apoiamos a liberdade desta nação irmã para que finalmente vivam uma verdadeira democracia”, escreveu o presidente na rede social.

Mais cedo, Guaidó disse ter o apoio de militares para derrubar Maduro, que por sua vez, afirma ter a lealdade das Forças Armadas. Confrontos aconteciam nos arredores de uma base aérea em Caracas onde Guaidó anunciou que tinha o apoio de militares mais cedo.

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AJUDA HUMANITÁRIA?

Postado por Valentin Ferreira

Para o necessário “contra-ponto” daquilo que a mídia hegemônica mostra sobre a situação da Venezuela, posto abaixo um vídeo esclarecedor feio pelo Diário do Centro do Mundo, com  Boaventura Souza Santos,  Professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e Distinguished Legal Scholar da Faculdade de Direito da Universidade de Wisconsin-Madison e Global Legal Scholar da Universidade de Warwick.

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A ESTRATÉGIA DE INTERVENÇÃO NO BRASIL E NA VENEZUELA, Por Eugênio Aragão

Postado por Valentin  Ferreira

As aparências enganam. Quem vê a crise venezuelana como resultado de supostos desmandos autoritários de Nicolás Maduro erra tanto quanto aquele que aponta para a corrupção como causa do desastre político brasileiro. Não que Maduro não tenha cometido erros de avaliação e, quanto à corrupção no Brasil, também não é negável que é endêmica nas relações entre o público e o privado, desde tempos idos. Mas nem os eventuais equívocos do presidente venezuelano e nem desvios de conduta de agentes governamentais foram causas suficientes para o descalabro que ora se presencia em ambos os países.

Há algo em comum nos acontecimentos aqui e acolá, uma dinâmica social de polarização e radicalização que carrega a mesma caligrafia. Os padrões são muito parecidos nas manifestações proto-coxinhas de 2013-2016 e nas ruas de Caracas nestes dias. A indisfarçada e descarada imiscuição direta norte-americana na crise venezuelana talvez compõe o único diferencial. Aqui, Tio Sam foi mais discreto, mas nem por isso menos efetivo. Como explicar isso?

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EUA E A INTERFERÊNCIA EM ASSUNTOS INTERNOS DE OUTROS ESTADOS

Postado por Valentin Ferreira

Os EUA têm fama de ator internacional que sempre interfere nos assuntos internos de Estados, perseguindo seus próprios interesses e, desta vez, escolheram Venezuela como seu novo “alvo”, segundo opinam políticos em diferentes países.

Do Sputnik News

Melhor não se tornar “alvo” dos EUA

Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, advertiu para o que chama de uma flagrante ingerência nos assuntos internos da Venezuela. Na opinião dele, a interferência dos EUA na situação na Venezuela é evidente.

Em 23 de janeiro, o chefe da Assembleia Nacional da Venezuela e líder da oposição, Juan Guaidó, se declarou “presidente interino” do país durante um processo nas ruas de Caracas. O presidente legítimo do país, Nicolás Maduro, qualificou a declaração de Guaidó como uma tentativa de golpe de Estado.

Após o presidente americano, Donald Trump, reconhecer o oposicionista como presidente interino da Venezuela, Maduro responsabilizou os EUA de orquestrar essa manobra e e decidiu romper as relações diplomáticas e políticas com o país.

 

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