OMS LANÇA CAMPANHA PARA AJUDAR FUMANTES A DEIXAR O HÁBITO

IMAGEM: Agencia Brasil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou hoje (8) campanha, que vai durar um ano, em que desafiará 100 milhões de pessoas em todo o mundo a tentar parar de fumar com a ajuda das redes sociais.

A campanha, centrada especialmente em países que mantêm elevado número de fumantes (Estados Unidos, México, China, Brasil e Alemanha, entre outros), vai promover a criação, em redes sociais de comunidades que estão abandonando o hábito de fumar, para que se apoiem mutuamente nesse desafio e partilhem informações.

Outro objetivo é aumentar o acesso a serviços de apoio para deixar de fumar e “conscientizar sobre as táticas usadas pelas empresas de cigarros”, disse a OMS em comunicado.

Continue Lendo

“SOMOS CADA VEZ MENOS FELIZES E PRODUTIVOS PORQUE ESTAMOS VICIADOS NA TECNOLOGIA”

Desde os anos 90, quando descobriu a cena dos hackers em Madri, a jornalista espanhola
Marta Peirano estuda a tecnologia de forma crítica – (imgem:Álvaro Minguito)

Por Diana Massis /BBC News

“Há um usuário novo, uma notícia nova, um novo recurso. Alguém fez algo, publicou algo, enviou uma foto de algo, rotulou algo. Você tem cinco mensagens, vinte curtidas, doze comentários, oito retweets. (…) As pessoas que você segue seguem esta conta, estão falando sobre este tópico, lendo este livro, assistindo a este vídeo, usando este boné, comendo esta tigela de iogurte com mirtilos, bebendo este drinque, cantando esta música.”

O cotidiano digital descrito pela jornalista espanhola Marta Peirano, autora do livro El enemigo conoce el sistema (O inimigo conhece o sistema, em tradução livre), esconde na verdade algo nada trivial: um sequestro rotineiro de nossos cérebros, energia, horas de sono e até da possibilidade de amar no que ela chama de “economia da atenção”, movida por tecnologias como o celular.

Continue Lendo

”ESTAMOS DEIXANDO O CELULAR ALTERAR A FORMA COMO SOMOS HUMANOS”‘

Postado por Valentin  Ferreira
Há dois anos Catherine Price decidiu que tinha de romper a relação que tinha com o celular. Pelo caminho, escreveu um Manual de Desintoxicação sobre o processo. Em entrevista, explica aquilo que aprendeu e partilha as estratégias que usou.

Aos 37 anos, a norte-americana Catherine Price, autora e jornalista de ciência, percebeu que já não sabia ocupar o tempo livre sem o telemóvel e que, por isso, a relação tinha de acabar. A decisão chegou em 2016 quando estava a amamentar Clara, a filha recém-nascida. “Reparei que enquanto eu olhava para a tela e deslizava os dedos por mensagens antigas e candeeiros em lojas online, ela estava a olhar para mim. E eu não estava a olhar para ela,” relembra a autora. “Não queria que essa fosse a sua primeira memória de interação com outra pessoa.”

Leia Também

Continue Lendo

UMA QUESTÃO DE HÁBITO

Postado por Valentin Ferreira

Virada de ano é tempo de resoluções e promessas de mudança de estilo de vida. Para tirá-las do papel, é preciso olhar com atenção para as suas rotinas e entender as motivações por trás dos vícios cotidianos

Fonte: Nexojornal.

Continue Lendo

VÍCIO EM CELULAR CHEGA A CONSULTÓRIOS E JÁ PREOCUPA MÉDICOS NO BRASIL

Postado por Valentin Ferreira Equipe responsável por atendimentos e pacientes no Hospital das ClinicasImage caption /Parte da equipe responsável por atendimentos (de frente, na imagem) e pacientes do grupo de terapia do Hospital das Clinicas da USP | Foto: Gui Christ/BBC Brasil
Renata Moura/ 

Desde a morte do pai, em 2013, *Mariana lutou contra a depressão e viu o quadro piorar ao mergulhar por horas a fio no Facebook. “Era como uma fuga, uma anestesia para esquecer problemas”. Significava também “procrastinar tarefas da casa e os estudos”. “Checava o celular o tempo inteiro. Estava viciada”.

Já na vida de *Luísa, 47 anos, o smartphone entrou como alternativa para relaxar à noite, após um longo dia de trabalho. Em poucos anos, virou o centro de conflitos com as filhas e o marido. “Reclamavam que eu tinha virado um zumbi, que fingia prestar atenção em conversas quando, na verdade, estava pensando em algo que li ou esperando mais uma curtida no Instagram. Era capaz de debater temas no Facebook, mas não conversava com minhas filhas”, disse Luísa à BBC Brasil.

A dependência tecnológica, que inclui o “uso abusivo” da internet, redes sociais, jogos e celulares, não é dimensionada no Brasil, mas já chega como pro

Continue Lendo

A ISLÂNDIA SABE COMO ACABAR COM AS DROGAS ENTRE ADOLESCENTES, MAS O RESTO DO MUNDO NÃO ESCUTA

Postado por Valentin Ferreira / Por Emma Young /do El PaísMeninas numa academia de ReykjavikMeninas numa academia de Reykjavik DAVE IMMS PARA MOSAIC

Nos últimos anos, o país reduziu drasticamente o consumo de tabaco, drogas e álcool entre os jovens.

Falta pouco para as 15h de uma ensolarada tarde de sexta-feira, e o parque de Laugardalur, perto do centro de Reykjavik, está praticamente deserto. De vez em quando, um adulto passa empurrando um carrinho de bebê. Mas, se os jardins estão rodeados de casas e edifícios residenciais, e os meninos já saíram do colégio, onde estão as crianças?

Continue Lendo