EM TODA GUERRA A VERDADE É A PRIMEIRA VÍTIMA

Mentirada é estratégia conhecida do presidente, mas agora põe vidas em risco

Por Bruno Boghossian

No início da tarde, o ministro da Saúde lançou um alerta. Henrique Mandetta afirmou ser “muito importante evitar as notícias falsas” sobre a pandemia do coronavírus e fez um apelo: “Estamos lidando com a vida de seres humanos”. Ainda falta mandar o aviso ao presidente.

Jair Bolsonaro acordou no Dia da Mentira disposto a golpear a realidade. Pela manhã, ele publicou um vídeo para dizer que as medidas de isolamento implantadas no combate ao vírus haviam provocado desabastecimento de comida em Minas.

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MULHERES VÃO ÀS RUAS NO MUNDO TODO POR MAIS DIREITOS E MENOS VIOLÊNCIA

No Brasil, os casos de feminicídio cresceram 17% em cinco anos

Por Thais Reis Oliveira

Dezoito socos, cotoveladas e chutes. Vinte e oito facadas. A ira e a violência contidas nesses números podem levar o pensamento imediatamente ao Brasil, infame ocupante do pódio mundial dos homicídios. Mas falamos de um dos países que primeiro abriram os olhos para a importância das políticas públicas de combate à violência. Foi assim que morreram, na média, as mais de mil mulheres assassinadas por maridos, namorados, ex-companheiros ou parentes próximos na Espanha na última década. O assassinato de uma mulher por sua simples condição de gênero é o mais grave sintoma de uma desigualdade que persiste, apesar dos avanços. Embora os homicídios estejam em queda em todo o mundo nos últimos anos, os feminicídios mantêm-se estáveis, segundo dados do mais recente estudo da Organização das Nações Unidas.

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NÚMEROS QUE SANGRAM

Por Valentin Ferreira

Embora seja um país “abençoada por Deus, e bonito (rico) por natureza” o Brasil sente dores profundas com suas graves e crônicas doenças sociais.

Apesar de ser  uma das economias mais poderosas do mundo carrega em seu seio indicadores de pobreza que deveriam envergonhar sua elite econômica e política.

A febre da busca e acúmulo de riqueza sem medidas pela grande maioria da  classe média burra e insensível, alimenta uma espiral cujo sentido está mais próxima de jogá-la ao chão do que empurrá-la degraus acima. Cega e contaminada pelo ódio incurável, não lhe custa remorso algum em pisar sobre os mais fracos se estes lhes servem para galgar um posto a mais.

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